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Casa e Decoração

Madeira e couro deixam apê mais aconchegante

Carolina Paiva, Edição

Que tal um apê aconchegante, decorativo, com calor humano e que permita uma ideia de mais amplitude, por mais metros quadrados que tenha? Mãos à obra. E a arquiteta Gisele Emery deu nova cara a imóvel de 225 m², projetado para um casal e seus dois filhos adolescentes, localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

O desejo do casal de proprietários era claro: morar em um apartamento que pudesse reunir, sob o mesmo teto, sensação de amplitude e de total acolhimento. Virtudes a princípio, inconciliáveis, mas que, a partir da eliminação de algumas paredes e de uma marcenaria potente, funcional e decorativa, acabaram por encontrar um justo ponto de equilíbrio.

Na base do projeto, a criação de dois grandes ambientes integrados: o primeiro, composto por varanda, sala de estar e de jantar e, o outro, formado por sala de almoço e cozinha. “A nova disposição foi necessária para aprimorar as condições de luminosidade e circulação”, explica Gisele.

A varanda, por exemplo, perdeu suas esquadrias e foi nivelada à sala de estar. Nela, a arquiteta posicionou uma mesa de jantar, transformando tudo numa charmosa zona gourmet. A parede que separava a sala de almoço da cozinha também foi extinta, encorpando e dinamizando a área destinada à preparação e ao consumo de alimentos.

Outro aspecto do projeto que salta imediatamente aos olhos de quem o visita, além de sua engenhosa marcenaria, é a presença ostensiva da madeira. Com ar imponente, um painel de freijó, com frisos irregulares, dissimula a porta de entrada, imprimindo calor à decoração e, além disso, escondendo três outras portas: a da cozinha, a do lavabo e a de acesso aos dormitórios.

Mas o protagonismo da matéria-prima não se esgota por aí. Com texturas ressaltadas, e tonalidades que vão do mel ao tabaco, a madeira é elemento de destaque, tanto em situações mais usuais – como no piso, armários, mesas e prateleiras – quanto em outras mais elaboradas, como na cabeceira da cama que exibe formato laminar e sinuoso ou na mesa em balanço que domina o espaço destinado ao home office.

“Foi graças à matéria-prima que conseguimos transmitir essa atmosfera de acolhimento que está presente em todos os ambientes”, completa Gisele, que, para tanto, fez bom uso de elementos funcionais, mas, ainda assim, ornamentais, em pontos estratégicos do apartamento. Caso, por exemplo, da divisória, de aço carbono e vidro, com ares retrô, posicionada entre a sala e o corredor que dá acesso à cozinha e ao lavabo. Ou ainda, dos papéis de parede de aparência envelhecida, gasta, que revestem tanto o espaço, quanto o corredor que leva à área íntima. “Parecem pequenos detalhes, mas não tenho dúvidas de que eles foram fundamentais para transformar o apartamento em um espaço delicioso de se viver. Como eles sonhavam”, conclui a arquiteta.

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