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Mundo

Maduro vai cair, prevê Mourão. Mas sem Brasil forçar a barra

Foto/Reprodução - Brazilianpress.com
Bartô Granja

Previsão do general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, feita nesta segunda, 8, em Washington: o líder venezuelano Nicolás Maduro vai cair. Quando, só o tempo dirá, embora não deva demorar. Mas não será com uso da força, muio menos do Exército brasileiro. Isso, nem pensar. O caminho da queda será aberto pelo povo da Venezuela, estrangulado com a crise econômica provocada pelas sanções impostas pela ONU.

O ponto de vista de Mourão foi manifestado após reunião com o vice dos Estados Unidos, Mike Pence. O vice de Jair Bolsonaro ouviu pedidos para que ele, como ex-adido militar em Caracas e conhecedor do regime chavista, usasse de sua suposta influência com os militares da Venezuela para apressar a queda de Nicolás Maduro.

Mourão, porém, descartou essa possibilidade. Seria, segundo seu entendimento, uma forma indireta de interferência na política de um País. Ao refutar a possibilidade de qualquer intervenção militar, o vice avaliou que a pressão econômica está chegando a um ponto em que deve surtir algum efeito e propiciar o fim do regime chavista.

“Isso é um processo, não há solução imediata para esse processo que se vive na Venezuela. A questão econômica está chegando num ponto de estrangular o país e esse será o momento que as Forças Armadas (venezuelanas) então terão condição de assumir o poder e abrir o caminho para a saída do governo Maduro”, afirmou Mourão.

O vice-presidente brasileiro admitiu que, pelas informações de que dispõe, Maduro não permanecerá por mais tempo no poder. “A situação está difícil, não tem bolinha de cristal para chegar e dizer ‘é amanhã, ou semana que vem’, mas eu vejo que o desenlace está próximo”, frisou. “Na minha opinião, caberá aos militares venezuelanos propiciar uma saída para Maduro”, disse.

Ao colega norte-americano, Mourão salientou que a solução para a crise na Venezuela precisa ser resolvida pelos próprios venezuelanos. Ele lembrou a Mike Pence que a ala militar do governo brasileiro tem rechaçado a possibilidade de apoio a qualquer ação militar para forçar o fim do regime de Nicolás Maduro.

“Nenhum de nossos países irá intervir na Venezuela de maneira militar. A intervenção que está sendo feita é política e econômica. A questão militar é dos venezuelanos”, garantiu Mourão aos jornalistas ao sair da audiência. Ele disse se referir a todos os países que compõe o Grupo de Lima, e aos Estados Unidos quando mencionou a não intervenção.

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