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Três letrinhas

Mãe, maior do que o Céu, é menor apenas do que Deus

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Armando Cardoso - Especial para Notibras

Mais, muito mais do que um simples substantivo, a palavra mãe é um verbo que transborda carinho e pode ser conjugado a qualquer tempo e em todos os tempos. Mais do que apenas padecer no Paraíso, mãe é cuidar, brigar, lutar, chorar, brincar, sorrir, ajudar e sofrer. Resumidamente, mãe é o mais original dos clichês, pois é sinônimo de amar. Seu colo é o melhor remédio para todas as idades. Ela é afeto, quando o mundo todo é cruel. Tem as palavras certas, mesmo que doam. É o feijão com arroz que não precisa de bife acebolado, porque o ovo frito é temperado com doses duradouras de amor.

Mãe compreende até o que os filhos não dizem. É a sonoridade de um termo que se exprime em doses de puro sentimento. Expressão sublime, é uma flor em forma de mulher. Você tem a fórmula mágica da existência. Você é única. Tanto que filhos surgem para o mundo exclusivamente em maternidades. Parafraseando o falecido Chorão, de dez vidas, 11 eu daria pela minha mãe. Uma pena que nem toda rainha tenha coroa. Todavia, há mais poder na mão de uma mãe do que na coroa de um rei. Mãe, você é a prova viva disso. E não importa de onde tenha vindo, onde esteja ou para onde vá. Também desimportante é o que tem na poupança ou o valor do PIX que nunca me pode passar. Importante é o que você sempre teve no coração e na alma.

Para sorte de todos nós, filhos, a vida não vem com manual. Entretanto, vem com uma mãe, palavra pequena, mas com um significado infinito, pois quer dizer paixão, dedicação, renúncia a si própria, força e sabedoria. É assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional. Apesar de onipresente, Deus não pode estar em todos os lugares. Por isso, sabiamente fez as mães, abismo no fundo do qual se encontra sempre um perdão.

Mãe, sei que você não me carregou nove meses no ventre em vão. Também sei que esqueci a luz acesa e que o quarto está um chiqueiro. Mais do que tudo, sei que tenho de respeitá-la, que não precisa sumir para eu valorizá-la, que não estará nesse mundo para sempre e que um dia sentirei sua falta. E como sentirei. Sinto só de imaginar não a tendo mais a meu lado. Por isso, desnecessário usar o chinelo, contar até três ou mesmo esperar nossa chegada à casa. Me corrija em qualquer lugar. Fique tranquila, pois já peguei o casaco e pensarei bastante nas coisas que irei fazer. A verdade é que, sem você, não sei o que será de mim amanhã.

Às vezes, tenho certeza de que estávamos destinados a ser mãe e filho. A tonelada de sentimentos contidos nessas três letrinhas é a prova inconteste de que mãe é uma heroína disfarçada de mulher comum. Brilho de um cometa invisível, beleza nem sempre palpável, mãe é a encarnação da divindade na Terra. Acredito que, se pudéssemos sempre mensurar a importância desse ser divino, jamais ousaríamos ultrajar seu santo nome nos estádios de futebol durante os sonoros corretivos a juízes mal intencionados.

Dessa ou daquela, eles também são filhos de uma mãe, ser tão incrível que, mesmo que a agradeçamos diariamente, parece pouco diante de tudo que elas representam. Assim como disse o célebre Mário Quintana, “são três letras apenas as desse nome bendito. Três letrinhas, nada mais. E nelas cabe o infinito. E palavra tão pequena, confessam mesmo os ateus, és do tamanho do céu e apenas menos do que Deus”. Amor verdadeiro, jamais passageiro, é o único capaz de superar qualquer situação. Amor de mãe, só Deus para entender.

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