Curta nossa página


Dutch   English   French   German   Italian   Portuguese   Russian   Spanish


Brasil

Maia, ‘o cara’, colhe louros com Nova Previdência

Marta Nobre

Aos olhos do Congresso Nacional, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foi quem mais capitalizou politicamente com a aprovação da Nova Previdência. Ele conseguiu, principalmente cm o apoio do Centrão, barra pontos indigestos do modelo original apresentado pelo Palácio do Planalto e não cedeu sequer nos benefícios para militares, como desejava o presidente Jair Bolsonaro.

‘Ele (Maia) é o cara’, elogiou o líder do PSL, deputado Delegado Waldir, até então um desafeto do presidente da Câmara. A PEC que altera o sistema previdenciário brasileiro saiu com a cara dos parlamentares. E Maia virou seu principal protagonista, chegando a chorar ao ouvir seu nome entoado por um plenário lotado por 510 deputados.

Antes de anunciar o resultado da votação, Maia ocupou a tribuna e fez um discurso emocionado. Defendeu o Congresso dos ataques palacianos – ou de grupos ligados ao Palácio – enfatizando que, mesmo muito criticados, foram os deputados que aprovaram a reforma. E revelou que o Parlamento está recuperando a força política perdida nos últimos anos.

Maia fez afagos e recebeu muitos tapinhas nas costas. Negou qualquer rixa com seu colega Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil, e disse que as mudanças feitas pelos deputados serviram para mostrar ao Planalto que a Câmara é um poder independente. Isso ficou claro com a exclusão, no texto-base, de pontos enviados pelo governo que ameaçavam barrar toda a proposta, como um sistema de capitalização, a inclusão de Estados e Municípios, e as mudanças nas regras da aposentadoria rural e no pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Rodrigo Maia fez um desabafo e revelou que o Brasil vive um momento histórico. “Todos nós falamos muito em combater privilégios, e o nosso sistema previdenciário e de assistência comete um dos maiores erros que um sistema pode cometer, porque o nosso sistema previdenciário, como é deficitário, coloca o Brasil em uma realidade muito dura. Para cada idoso abaixo da linha da pobreza, nós temos cinco crianças, e estas reformas vêm no intuito de reduzir desigualdades, e esse é o objetivo de todos os parlamentares aqui presentes”, afirmou.

Se houve ou não a ‘mala das emendas’ – promessa de Jair Bolsonaro de liberar 1 bilhão de reais aos deputados, só o tempo dirá. A única certeza, como foi ouvido em mais de uma dezena de discursos, que a vitória é da Câmara.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2019 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência Estadão, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.

Segue a gente