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Brasil

Maia quer baixar grana na Câmara e combater Covid

Bartô Granja, Edição

O governo pode contar a curto prazo com mais dinheiro para investir no combate ao coronavírus. Para isso basta que os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário reduzam os salários dos seus servidores – como deputados, senadores, ministros, magistrados e dirigentes de estatais. A proposta é do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, feita em entrevista à CNN.

O presidente da Câmara lembrou que o enfrentamento à pandemia pode exigir recursos de 400 bilhões de reais. Nesse momento, disse, é preciso que todo mundo ajude para bancar as despesas, porque o governo precisará utilizar todos os recursos disponíveis para combater a doença e recuperar a economia.

“Tem que começar a gastar e se precisar tirar da política, judiciário, de quem precisar tirar, porque nós sabemos que o gasto para o enfrentamento dessa crise do ponto de vista social, econômico e principalmente da estrutura de saúde pública para garantir as vidas vai ser na ordem de até 400 bilhões”, afirmou Maia na entrevista.

Sobre os salários dos próprios parlamentares, o presidente da Câmara afirmou que todos precisão dar sua parcela de contribuição em algum momento. “Acho que todo o poder público vai ter que contribuir. Transferir isso para o parlamentar é fazer apenas um gesto importante, mas sem impacto fiscal. Se for preciso reduzir, vamos reduzir”, enfatizou.

“Os salários no nível federal são o dobro dos seus equivalentes no setor privado, todos com estabilidade pelo mandato ou concurso”, afirmou o presidente da Câmara. “Na hora de organizar as despesas, o que a gente pode controlar, é importante que todos os servidores, os que têm mandato, contribuam. Não tenho dúvidas nenhuma de que com a queda da arrecadação todos vão ter que colaborar.”

Atualmente, o salário bruto de deputados e senadores é de R$ 33,7 mil. Somados os 594 parlamentares, o valor chega a pouco mais de R$ 20 milhões por mês. Maia também sugeriu ao governo usar o dinheiro do fundo eleitoral, que financia as campanhas eleitorais, e do fundo partidário, que custeia as despesas de partidos, para combater a crise. Há também alguns projetos na Câmara sobre esse tema.

“O governo entendendo que precisa usar os R$ 2 bilhões, eu não vejo problema”, disse. “O tamanho do nosso problema não é pequeno, é muito grande. Todos os recursos que o governo entender necessários, certamente ele vai poder usar, de todos os Poderes”, completou.

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