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Piu Piu, Frajola, Tom e Jerry

Manda Chuva aciona Guarda Belo contra baderna na PF Rio

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José Seabra - Diretor Editor/Foto Reprodução

O que costuma ser literatura infantil para entreter crianças, seja em revistas em quadrinhos ou seriados na televisão, virou um caso oficial polêmico na Superintendência da Policia Federal no Rio Janeiro. Tudo começou com a decisão de um delegado de levar seu pet – um gato siamês – para acompanhá-lo no ambiente de trabalho. No começo a revolta foi geral. Até porque coube ao pessoal terceirizado de serviços gerais recolher as fezes e passar detergente nos ambientes onde os bichamos faziam xixi.

A partir daí, gabinetes, salas de reuniões e corredores passaram a ser o verdadeiro habitat natural de cachorros, gatos, papagaios e, pasmem, bonecas infláveis. embora essas sempre trancadas a sete chaves para uso eventual em sofás perfumados. A grita foi geral. A novidade- que contraria todas as normas internas da corporação, chegou ao comando geral a Polícia Federal em Brasília. Como se entrasse em um beco sem saída, veio a determinação oficial: criar um grupo de trabalho especial para deliberar o assunto.

Enquanto se busca uma alternativa, o zoológico vai crescendo nas salas, gabinetes e corredores da PF fluminense. Tom e Jerry e Pipiu e Frajola nunca estiveram tão à vontade para promover suas estripulias, que vão deste a adulterar inquéritos policiais sigilosos, a degustar bebidas nunca antes imaginadas, nem sempre chá gelado de camomila e frutas vermelhas.

De ordem do delegado-chefe, foi constituído um grupo de trabalho especial para determinar quem tem direito a levar seus pets para dividir os espaços e soltar pitacos, com seus grunhidos e latidos, na hora do expediente que deveria realmente investigar os muitos casos na área da Polícia Federal que assolam o Rio de Janeiro..

A área mais atingida por essa alcateia de verdadeiros bit bulls e felinos supostamente dóceis, foi o Departamento de Combate ao Crime Organizado. A missão de colocar ordem na casa foi atribuída a uma equipe com seis componentes, entre delegados, escrivães, peritos e agentes. São eles Carolina Possato Graça Barros, Fábio Machado da Silva, Luciene Mendes de Sales Dias, Antônio Fernandes de Britto, Mônica Valéria Pimentel e Vanessa Homem Barros.

O prazo para a conclusão das investigações é de 30 dias, prorrogado por mais 30. O grupo é coordenado por Rogério Feijó Machado. A expectativa é a de que uma posição oficial seja lavrada no dia 9 de novembro. Inconformado com os desmandos, Manda-Chuva já deixou Guarda Belo de sobreaviso para colocar ordem na casa.

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