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Tudo ou nada

Mariners treinarão soldados de Taiwan contra os chineses

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Foto/Imagem:
Bartô Granja, Edição - Foto Divulgação

A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, confirmou a presença de tropas dos Estados Unidos na ilha para treinar o exército taiwanês e disse ter fé que os militares americanos vão intervir em caso de um ataque da China. Essa é a primeira vez que Taiwan confirma a presença militar americana na ilha, corroborando relatórios anteriores.

“Temos uma ampla gama de cooperação com os EUA com o objetivo de aumentar nossa capacidade de defesa”, disse Tsai à CNN em entrevista que foi ao ar nesta quinta-feira, 28. Questionada sobre quantos membros do serviço dos EUA são implantados em Taiwan, ela disse apenas que “não são tantos quanto as pessoas pensam”.

A confirmação ocorre no momento em que China aumenta a pressão militar e política contra a ilha, incluindo repetidas missões de aviões de guerra chineses na zona aérea de Taiwan. Questionado sobre o comentário de Tsai, o ministro da Defesa de Taiwan, Chiu Kuo-cheng, disse a repórteres que as interações com os militares americanos são “muito numerosas e frequentes” e acontecem há muito tempo. “Durante esses intercâmbios, qualquer assunto pode ser discutido”, disse.

No entanto, ele acrescentou que as forças dos EUA não estão permanentemente baseadas, ou guarnecidas, em Taiwan. Se estivessem, isso poderia ser um pretexto para a China atacar a ilha. Chiu também pontuou que Taiwan deve estar preparada para se defender e não pode depender inteiramente da ajuda de outros países caso a China lance um ataque contra a ilha.

Os Estados Unidos retiraram suas forças com base permanente em Taiwan quando cortaram relações diplomáticas com Taipé em favor de Pequim, em 1979. Como a maioria dos países, os EUA não têm laços diplomáticos formais com a ilha, mas tem Taiwan como aliado internacional.

Na última quinta-feira, 21, o presidente americano, Joe Biden, disse que os EUA “defenderiam Taiwan” e estariam comprometidos com a ilha em caso de eventual ofensiva da China.

No começo do mês, o Ministério das Relações Exteriores da China disse que os Estados Unidos deveriam cessar os laços militares e as vendas de armas para Taiwan para evitar relações bilaterais prejudiciais. Em resposta ao posicionamento mais recente de Biden, a China também afirmou que “não há espaço para compromissos ou concessões” em relação à Taiwan, ilha que o regime chinês considera uma província rebelde.

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