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Bye medo

‘Me deixe em paz, eu já não aguento mais…’

Publicado

Foto/Imagem:
Luciana Kotaka

O pânico é coletivo, cada pessoa tentando sobreviver no meio do caos. Acordo pela manhã e meu celular já está cheio de mensagens de pessoas apavoradas, com medo, com falta de ar, crises de ansiedade e tomando diversas medicações para tentarem dar conta desse momento crítico que vivemos. No meio de toda essa situação eu também tenho que dar conta dos filhos, da casa, dos pais idosos, de pacientes, de mim, pois todos nós estamos vulneráveis neste momento, parece que estamos em um labirinto gigante sem saídas.

No ano anterior quando tudo isso surgiu sabíamos que provavelmente essa epidemia iria durar uns dois anos no mínimo, mas agora que estamos no segundo ano da pandemia começamos a sentir os efeitos da falta de oxigênio literalmente. Não conseguimos respirar nem dentro de nossas casas, mesmo sem o vírus ter invadido nossos lares. Para os que já perderam entes queridos até abrir a janela e a porta pode ser amedrontador, pois é muito desafiador lidar com as perdas de forma tão traumática como tem sido.

Esse momento exige de nós o máximo de calma, algo difícil no momento, por isso precisamos ter um cuidado maior com a alimentação, fazer alguma atividade física e buscar equilibrar o emocional. Esse combo são os nossos maiores aliados, temos que fazer um esforço maior para que possamos nos ajustar e assim fortalecermos a nossa saúde como um todo.

Quando focamos no emocional devemos lembrar que quando ansiosos respiramos pouco, ou seja, não esvaziamos os pulmões corretamente e assim também não recebemos o ar como deveríamos. A respiração fica curta, ficamos ansiosos, somos levados pelas notícias e todo um círculo vicioso de medo se instala. Porém existem vários meios de ser extremamente úteis, mas é preciso paciência e também disciplina.

Além das atividades físicas que conhecemos que são benéficas e que nesse momento podem estar ou não disponíveis, existem várias outras opções que podem ser realizadas dentro de casa, e se usarmos um pouquinho da imaginação até uma parede e uma raquete podem se tornar um aliado para bater uma bolinha, exercitando o corpo e principalmente o cardíaco.

Em tempo de reclusão a internet oferece muitas opções bacanas, dentre as que mais gosto para acalmar a mente e a ansiedade é a yoga que favorece o físico e o emocional. Trabalhamos vários aspectos dentro da yoga e a saúde é beneficiada maravilhosamente, pois as posições da técnica impactam no todo, fora que aprendemos a focar no momento presente e a respirarmos corretamente.

Mas também podemos exercitar a presença com pequenos momentos em que paramos para respirar, sentamos com a coluna ereta, colocamos o foco no ar que entra e sai das narinas. Já escrevi algumas vezes sobre esse exercício que é simples e poderoso, mas como tudo na vida exige de nós o exercício de pararmos e fazermos, mas parece que quanto mais simples e sem custo financeiro, mais desafiador é fazermos.

Compreendo que ter alguém para nos monitorar e fazer junto as atividades fica mais fácil, muitas pessoas ainda precisam de algo externo que as ajudem aderir a esse trabalho com a respiração e com o corpo, mas como estamos em fase de restrição essa é uma oportunidade de assumirmos a responsabilidade de fazermos por nós mesmos.

Aos poucos vamos driblando os momentos ruins e tomando fôlego para prosseguirmos nessa jornada tão delicada pela qual estamos passando. A vida é impermanência e quanto mais preparados emocionalmente para as quedas, mais fortes nos tornaremos durante a nossa jornada.

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