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Mundo

Médicos questionam atraso na 2ª dose da vacina

Bartô Granja, Edição

Cinco cientistas médicos do Reino Unido criticaram o plano do governo britânico de atrasar a administração da segunda dose da vacina contra Covid-19 em até 12 semanas, dizendo que os calendários de dosagem não devem ser alterados “sem suporte ou evidência científica sólida”.

Em um artigo publicado online no BMJ British Medical Journal, os cientistas disseram que o plano foi baseado em “suposições” ao invés de evidências científicas ou dados de testes. Eles também questionaram a razão de prolongar o tempo entre a primeira e a segunda doses.

Os cientistas das universidades de Nottingham, Manchester e De Montfort escreveram que as sugestões de autoridades do Comitê Conjunto de Vacinas e Imunização (JCVI), do governo, de que a estratégia de adiamento se devia à falta de vacinas no Reino Unido foram “contestadas pelas fabricantes da vacina”.

“O conselho do JCVI… para atrasar a segunda dose entre 4-12 semanas não se baseia nos dados do ensaio, mas na suposição do que teria acontecido se a segunda dose não tivesse sido dada em 21 dias”, escreveram eles no BMJ.

“Embora as suposições possam ser úteis para gerar uma hipótese, por si só não são uma razão suficiente para alterar um regime de dosagem eficaz conhecido.”

O Reino Unido está realizando a vacinação contra Covid-19 com dois imunizantes –um da Pfizer/BioNTech e outro da AstraZeneca/Oxford– ambos recentemente aprovados para uso de emergência no país.

O Comitê Conjunto propôs na semana passada alterar os esquemas de dosagem aprovados estendendo o tempo para a segunda dose de reforço, dizendo que “vacinar inicialmente um maior número de pessoas com uma única dose evitará mais mortes e hospitalizações do que vacinar um número menor de pessoas com duas doses”.

As propostas geraram considerações semelhantes por parte de outros governos e geraram acirrado debate entre cientistas de todo o mundo.

Os cientistas que escreveram no BMJ, incluindo Herb Sewell, professor de imunologia e consultor imunologista da Universidade de Nottingham, disseram que maximizar a cobertura “pode representar um risco aumentado para grupos já de alto risco ou prioritários”.

Eles fizeram um apelo para que as autoridades de saúde continuem permitindo que segundas doses da vacina Pfizer/BioNTech sejam administradas no intervalo aprovado de 3 semanas, pelo menos, até que as autoridades tornem os dados nos quais sua recomendação foi baseada “disponíveis publicamente para revisão científica independente”.

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