Curta nossa página


Marina Dutra

Menos é mais

Publicado

Autor/Imagem:
Marina Dutra - Texto e Foto

Quando falamos em riqueza, logo pensamos em dinheiro, patrimônio, poder de compra. Mas se olharmos pela PIRÂMIDE DAS NECESSIDADES HUMANAS, percebemos que o mais rico não é quem acumula mais, e sim quem consegue viver bem precisando de menos.

Na base da pirâmide estão as necessidades fisiológicas: comer, dormir, respirar. Sem isso, não há vida. Depois vem a segurança, o teto, o trabalho, a saúde. Subindo mais um degrau, o pertencimento: vínculos, amigos, família. Só então entramos no campo da autoestima e, no topo, a autorrealização.

O curioso é que quanto mais subimos, menos coisas materiais realmente precisamos. O topo não se compra. Reconhecimento, propósito e paz interior não vêm no cartão de crédito. Eles nascem quando aprendemos a nos bastar, quando descobrimos que a vida não está no excesso, mas no essencial.

E aqui vale uma ressalva importante: dinheiro é, sim, fundamental. É ele que garante acesso às necessidades básicas e nos permite desfrutar de conforto, segurança e até de prazeres que tornam a vida mais leve e gostosa. A questão não é negar o valor do dinheiro, mas não colocar nele a expectativa de preencher todos os vazios da alma.

Mas aqui entra um ponto importante: quando confundimos necessidades com desejos. O consumo desenfreado, a comparação constante e a busca incessante por algo que não se tem adoecem a mente. Ansiedade, frustração e sensação de vazio são sintomas de uma vida pautada na escassez, na ideia de que “só serei feliz quando tiver aquilo”. O resultado é uma corrida sem linha de chegada.

Na prática, muitas pessoas já têm atendidas suas necessidades básicas e até mais do que o suficiente, mas vivem em sofrimento porque a mente está treinada para enxergar só o que falta. Isso gera sobrecarga emocional, cobranças internas, cansaço e até mesmo o adoecimento físico.

Então, o que fazer? A solução não está em negar o progresso, mas em resgatar o equilíbrio. Parar de viver no “quando eu tiver” e aprender a estar no “eu já tenho”. Desenvolver gratidão pelo que já existe, rever prioridades, escolher a simplicidade como forma de liberdade.

E é nesse ponto que a terapia se torna um recurso indispensável. Porque não basta entender intelectualmente essa lógica; é preciso tratar as raízes emocionais que alimentam o vazio, a autocrítica, o medo de não ser suficiente. A terapia ajuda a reorganizar essa pirâmide dentro de nós, fortalecendo a base e abrindo espaço para alcançar os degraus mais altos com leveza.

Assim como fazemos exames de rotina para manter o corpo saudável, a terapia é a forma mais eficaz de manter a saúde mental em dia. Ela nos ajuda a cultivar equilíbrio, clareza e presença, pilares da verdadeira riqueza.

A verdadeira riqueza não está em ter, mas em ser. E ser, de verdade, exige cuidado com a mente, com o coração e com a forma como olhamos a vida.

…………………..

Acompanhe “Café com Consciência”, toda segunda, às 7h30, no Instagram @sersuperconsciente.

Marina Dutra
Terapeuta Integrativa
sersuperconsciente@gmail.com

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.