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3 a 1 na Jordânia

Messi sai do banco, marca, e amplia recordes em vitória da Argentina 

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Autor/Imagem:
Marcos Cavalcanti - Foto Getty Image

Mesmo começando a partida no banco de reservas, Lionel Messi foi, mais uma vez, o protagonista da Argentina. O camisa 10 entrou no segundo tempo, marcou um gol na vitória por 3 a 1 sobre a Jordânia e ampliou sua coleção de marcas históricas na Copa do Mundo, em uma noite que serviu apenas para cumprir tabela, mas que terminou transformada em mais um capítulo da trajetória lendária do craque.

A simples aparição de Messi no banco já bastava para incendiar a torcida argentina. A cada imagem exibida no telão, o estádio respondia com aplausos e gritos de incentivo, demonstrando que o capitão continua sendo o grande símbolo da seleção, independentemente de começar ou não entre os titulares.

Quando finalmente foi chamado por Lionel Scaloni, bastaram poucos minutos para justificar a idolatria. Ao balançar as redes pela sexta vez nesta edição do Mundial, Messi chegou a 19 gols em Copas do Mundo, aumentando sua vantagem sobre Kylian Mbappé, que soma 16, na lista dos maiores artilheiros da história do torneio. De quebra, tornou-se o primeiro jogador a marcar em sete partidas consecutivas de Copa.

Enquanto Erling Haaland desponta como a força da nova geração e Mbappé representa a velocidade e o poder de decisão do futebol moderno, Messi segue sendo o centro gravitacional da seleção argentina. Sua presença muda o ambiente, dita o ritmo da equipe e transforma qualquer partida em espetáculo.

Mesmo com uma formação alternativa, a equipe de Scaloni dominou completamente a Jordânia desde os primeiros minutos. A seleção asiática teve dificuldades para ultrapassar o meio-campo e pouco ameaçou a defesa comandada por Emiliano Martínez.

A superioridade argentina se refletiu no placar aos 18 minutos do primeiro tempo. Giovani Lo Celso cobrou falta com categoria, deslocando o goleiro Abu Layla e abrindo o marcador.

Pouco depois, Lautaro Martínez sofreu pênalti após revisão do VAR. O próprio atacante assumiu a cobrança e converteu, ampliando a vantagem argentina para 2 a 0 e encerrando um jejum pessoal na competição.

Antes do intervalo, a Jordânia praticamente só levou perigo em bolas alçadas à área, facilmente controladas por Dibu Martínez, enquanto a torcida transformava as arquibancadas em um espetáculo à parte, cantando músicas que exaltavam Diego Maradona, Messi e o sonho do bicampeonato mundial.

Na etapa final, Scaloni promoveu a entrada do camisa 10. O estádio voltou a explodir em aplausos, e o roteiro parecia escrito para mais uma atuação histórica.

Sem precisar de muito tempo para encontrar espaços, Messi apareceu na área para completar uma jogada ofensiva e marcar o terceiro gol argentino, consolidando a vitória e acrescentando mais um recorde ao seu currículo.

A Jordânia ainda conseguiu diminuir nos minutos finais, mas o resultado jamais esteve ameaçado.

Com a vitória, a Argentina encerra a fase de grupos com moral elevada e a sensação de que, mesmo poupando seus principais jogadores, segue tendo em Lionel Messi sua maior referência técnica, emocional e histórica. Aos 39 anos, o capitão continua desafiando o tempo e escrevendo novos capítulos de uma carreira que parece inesgotável.

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