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Guerra Santa na família

Michelle e Fernanda Bolsonaro transformam a Bíblia em munição digital

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@donairene13 - Foto Divulgação

O embate entre Michelle Bolsonaro e Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio, nas redes sociais ultrapassou o campo político e entrou num terreno ainda mais delicado: o da fé. Nas últimas horas, a troca de indiretas com trechos bíblicos virou um espetáculo público que chama atenção não pela espiritualidade, mas pelo uso estratégico da religião em uma disputa familiar e política. Cada postagem parece menos uma reflexão de fé e mais uma tentativa de ganhar apoio e construir narrativa.

Quando a Bíblia passa a ser usada como arma de ataque ou defesa em conflitos pessoais e partidários, o que se vê é um esvaziamento de seu sentido mais profundo. Transformar versículos em munição para disputas de poder é algo asqueroso, porque mistura devoção com conveniência política. A fé, que deveria servir para reconciliar, consolar e orientar, acaba sendo reduzida a instrumento de confronto e manipulação.

Na noite dessa quinta-feira, 25, Fernanda Bolsonaro citou “pensamentos de paz e não de mal”. Na madrugada desta sexta-feira, 26, Michelle disse que “a falsa testemunha não ficará impune” e, nesta manhã, Fernanda afirmou que “o Senhor odeia” “a testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos”

É um escárnio e, para muitos cristãos, uma verdadeira heresia. Usar a palavra de Deus para alimentar intrigas, reforçar divisões e disputar espaço político é banalizar aquilo que deveria ser sagrado. A religião não pode ser palanque para política rasteira. Quando isso acontece, perde a política, perde a fé e perde o próprio testemunho de quem diz defender valores cristãos.

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