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O fim do mito moral

Milhões de produtora fantasma asfixiam candidatura de Flávio Bolsonaro

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@donairene13 - Foto Arquivo

A candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência subiu no telhado. A revelação que Flávio recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro já havia produzido desgaste político relevante, mas as novas informações ampliam ainda mais a crise. A produtora Go Up Entertainment, que recebeu milhões para o filme sobre Jair Bolsonaro, aparentemente não existe no endereço informado em Los Angeles. Jornalistas do ICL foram até o local indicado e descobriram que ninguém sequer ouviu falar da empresa.

A cada nova tentativa de explicação, Flávio parece se enrolar ainda mais. Primeiro minimizou os contatos com Daniel Vorcaro. Depois admitiu interlocuções mais próximas. Agora já fala até na possibilidade de existência de vídeos enviados ao banqueiro. Em crises políticas, versões que mudam constantemente costumam ser fatais, porque alimentam a percepção pública de que informações importantes estão sendo escondidas.

O episódio também expõe algo maior: a erosão acelerada da narrativa moral construída pelo bolsonarismo ao longo dos últimos anos. O grupo político que se apresentou como símbolo de combate às velhas práticas hoje se vê cercado por suspeitas envolvendo banqueiros, operações financeiras obscuras, propaganda milionária e relações pouco transparentes com setores do poder econômico. Enquanto isso, antigos aliados começam discretamente a se afastar e outros nomes da direita já se movimentam para ocupar o espaço deixado por um possível enfraquecimento da família Bolsonaro. Em Brasília, quando a percepção de inviabilidade eleitoral começa a surgir, a fidelidade política costuma evaporar rapidamente.

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