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Só falta o ministro

Ministério da Segurança vem aí com 3 mosqueteiros

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Foto/Imagem:
Preta Abreu - Foto Montagem da Equipe de Notibras

Três delegados federais, quando não tão próximos a Lula, mas que fazem parte de um seleto grupo que transita com liberdade na alta cúpula da Equipe de Transição e do entorno de outras autoridades da futura base aliada do presidente eleito, são dados como certos para ocuparem cargos-chave na área da segurança pública a partir do desmembramento do Ministério da Justiça.

Conhecidos por seu caráter íntegro, honestidade e retidão, os três só esperam a definição do nome que ocupará o Ministério da Segurança Pública para saírem das sombras e entrarem em ação. O ministro pode ser Flávio Dino (embora mais cotado para a Justiça), Eugênio Aragão ou Marco Aurélio de Carvalho. Mas os ‘Três Mosqueteiros’ que responderão por áreas tumultuadas na gestão de Jair Bolsonaro, já estão praticamente definidos.

Eles atuaram juntos em diferentes situações e operações dentro a Polícia Federal, e mesmo em secretarias de Segurança de unidades da Federação. São tão unidos quanto os personagens de Alexandre Dumas – Aramis, Porthos e Athos. O futuro ministro, no caso, seria uma espécie de D’Artangnan, que levaria na bagagem, ao tomar posse, todo o conhecimento dos três auxiliares diretos.. Em síntese, um por todos e todos por um.

Esses delegados atendem pelos nomes de Andrei Rodrigues, Sandro Avelar e Cláudio Tusco. Na equipe de transição instalada no Centro Cultural Banco do Brasil, o que se comenta, ainda que com o tom de ‘segredo de Estado’, é que, salvo pequenos ajustes, estariam destinadas a esses três áreas sensíveis: Polícia Federal, Abin e Secretaria Nacional de Segurança.

O desmembramento no âmbito da Justiça, com a recriação do Ministério da Segurança Pública no próximo governo, é fato consumado já anunciado exaustivamente por Lula. É uma promessa de campanha que se tornará realidade em um os primeiros atos do futuro presidente. O desmembramento não é uma tendência. É uma realidade.

Nos bastidores do CCBB, é dada como certa a nomeação de Andrei Rodrigues para o comando da Polícia Federal. E como ele trabalha em sinergia com Sandro Avelar e Cláudio Tusco, entram no bojo a Abin e a Senasp. São – e nunca é demais repetir -, três mosqueteiros que têm em comum o objetivo de pacificar a área da segurança pública, por meio de esforços simultâneos, cooperação, coesão e trabalho associado em operações.

No CCBB, vale lembrar, Andrei Rodrigues é o responsável pela área de segurança pública na equipe de transição. E tem ao seu lado para auxiliá-lo, mesmo que informalmente, os olhos e os ouvidos de Sandro Avelar e Cláudio Tusco. Conhecedores profundos da área, com vasta experiência no Plano Nacional de Segurança, caberá a eles imprimir mudanças pontuais no Pronasci, criado quando Tarso Genro era ministro de Lula, e que será agora repaginado

Os três conhecem muito de tudo, inclusive das relações com as polícias mais eficientes do mundo. Só a título de ilustração: Sandro Avelar acaba de retornar ao Brasil, após três anos como adido policial da embaixada brasileira em Londres. E os três, de forma oficiosa, coordenaram uma paralela e reservada Operação Alabama, encarregada de dar uma segurança especial ao então candidato Lula, para evitar surpresas desagradáveis durante os deslocamentos do petista na campanha eleitoral.

Enfim, como confidenciou a esta repórter um prócer da equipe de transição, os três formam um quadro técnico com excelente trânsito político, circulando bem em qualquer coloração partidária. Mas, ressalte-se, servindo ao Estado brasileiro, e não a um governo. Tal composição, se confirmada – e essa é a tendência – contemplará a área de segurança pública com delegados federais mais próximos de Lula, compondo um quadro técnico de excelência, conforme confidenciou nossa fonte no CCBB.

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