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Hospital da Criança

Ministério Público manda Buriti liberar verbas da Saúde

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@donairene13 - Foto de Arquivo

O Hospital da Criança de Brasília finalmente retomou 100% da sua capacidade de funcionamento, mas é impossível comemorar sem indignação. Essa normalização só aconteceu depois da regularização dos repasses financeiros, feita em cumprimento a uma decisão judicial. Ou seja: não foi por sensibilidade, planejamento ou compromisso do GDF com a saúde pública. Foi por obrigação.

Após atuação do Ministério Público, o Governo do Distrito Federal (GDF) foi obrigado a liberar, com urgência, R$ 69 milhões para o hospital. E isso é apenas parte do problema. O passivo acumulado ultrapassa R$ 100 milhões em atrasos, um verdadeiro calote institucionalizado contra um dos serviços mais sensíveis da rede pública.

As consequências desse descaso foram devastadoras: leitos fechados, inclusive leitos de UTI, consultas canceladas, cirurgias suspensas, exames adiados. Cada atraso no repasse significou mais sofrimento, mais angústia e mais risco para crianças que não podem esperar. Saúde não admite parcelamento moral nem adiamento administrativo.

Diante desse cenário, é impossível não exigir que haja uma investigação séria e profunda sobre as contas do GDF. É preciso saber onde estão os recursos, quais prioridades estão sendo estabelecidas e por que prestadores de serviços essenciais estão sendo empurrados para o colapso financeiro.

Mais grave ainda é o silêncio do Buriti diante do calote aplicado ao Hospital da Criança. Governar também é prestar contas, explicar decisões e assumir responsabilidades, e é isso que esperamos dos nossos governantes.

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