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‘Não vivemos dia do juízo final’, diz general sobre o 2º turno

Foto/EstadãoConteúdo
Breno Pires

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Sérgio Etchegoyen, defendeu neste domingo a importância de “construir a pacificação” para que o País possa chegar na segunda-feira, após o segundo turno das eleições, em paz.

Em coletiva na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Etchegoyen destacou a importância da Constituição, que está em seu 30º aniversário. O ministro lembrou que os brasileiros já viveram “muitas vésperas do juízo final, do fim do mundo”.

“Não podemos fazer desta semana (última da campanha eleitoral) mais uma véspera de apocalipse”, afirmou.

Segundo Etchegoyen, toda e qualquer tentativa de fraudar a legalidade e a legitimidade do processo eleitoral encontrará pela frente todos os instrumentos de que dispõe o Estado brasileiro.

Brasil está em paz – Na mesma entrevista a presidente do Tribunal Superior Eleitoral ministra Rosa Weber, disse que juízes não se deixam abalar por manifestações inadequadas. Ela se referia ao vídeo que mostra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) falando sobre a possibilidade de fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Eu tive conhecimento, me foi trazido o vídeo pela assessoria, e também me foi trazido a conhecimento que o vídeo já foi desautorizado pelo candidato (Jair Bolsonaro). De qualquer forma, o que eu tenho a dizer, mesmo não sendo presidente do Supremo Tribunal Federal, é que no Brasil as instituições estão funcionando normalmente e que juiz algum no Brasil, que honra seu ofício, se deixa abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como de todo inadequada”, disse.

Já o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informou que foi decretado o sigilo no inquérito instaurado pela Polícia Federal para investigar o disparo de mensagens pelo WhatsApp referentes aos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O inquérito foi instaurado sábado, atendendo ao pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para apurar eventual utilização de um esquema profissional por parte das campanhas, para propagar notícias falsas.

Jungmann também deu um alerta a quem propaga as chamadas fake news. “Não há anonimato na internet. A Polícia Federal tem tecnologia, recursos humanos e capacidade para chegar até eles (a quem propaga notícia falsa) no Brasil ou no mundo”, disse o ministro que participa neste domingo de entrevista coletiva na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Sobre os crimes eleitorais cometidos no pleito deste ano, Jungmann fez um balanço e informou que, até o momento, foram registrados 2.265 crimes eleitorais, sendo o principal o de boca de urna. Ele enfatizou ainda que, em se tratando de crime eleitoral, só quem determina abertura de investigação é a Justiça Eleitoral. “Cabe à Polícia Federal a apuração de crimes eleitorais, sempre dependendo de requisição da justiça eleitoral”, disse.

O ministro informou ainda que nesta segunda-feira, 22, serão reabertos os trabalhos do Centro Integrado de Comando e Controle voltado para a ordem e segurança pública das eleições. Além disso, na terça-feira, a Polícia Federal irá abrir os trabalhos de um centro integrado voltado para investigações durante as eleições.

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