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Cultura

Negra, bi, sem ranços, mas com um lado vulnerável

Carolina Paiva

Um livro novo, de uma novata. É Vulnerabilidades. Não tem nada a ver com autoajuda, como se convencionou dizer por aí. Trata, sim, do conhecimento do EU interior, das descobertas, da coragem de querer e saber viver.

A autora é Marina Moreira. Ela descreve os desafios impostos por regras sociais em um mundo de pouca fé e muito egoísmo a uma pessoa que decidiu ‘amar errado’.

O Vulnerabilidades aflorou em Marina, uma paranaense com o perfume das araucárias e sotaque da mãe mineira, no ápice da necessidade de autenticidade. E ser autêntica nesses dias não é para todo mundo. Assumir-se exige reflexão.

Em conversa com Notibras, Marina assumiu sua condição de bissexual. “Negra, umbandista e, ao longo da vida, acostumei-me a não ter espaço de fala para essas questões, principalmente porque eu achava que quanto mais a minha diversidade passasse desapercebida, mais fácil seria o meu ajustamento social”, disse.

Marina conta que há dois anos passou por um processo intenso de autodescoberta. A bagagem se fez grande, com vários questionamentos. Um deles, observa, foi sobre que base ela construía  seus relacionamentos afetivos.

– A partir daí entendi que existia uma série de regras que eu vinha seguindo e reproduzindo, mas que isso não necessariamente me tornava mais plena dentro dos meus relacionamentos”, pontua.

Em meio a reflexões, Marina descobriu a essência da ideologia do amor. E deixaram de fazer sentido, foram cortadas da direção do norte a ser seguido, mensagens transmitidas e quase que impostas, como lavagem cerebral, apresentadas na televisão, no cinema, nos contos, nos romances.

“Descobri, enfim, que tudo aquilo não fazia mais sentido para mim. E mais uma vez eu me vi no dilema entre calar – porque o que eu pensava era muito diferente da maioria -, ou falar sobre outras formas de amor na busca de não me sentir sozinha nesse processo”.

O caminho a seguir, conta a autora, foi comunicar-se. Nesse processo, Marina conheceu gente nova, como Luiza e Mayra, responsáveis, inclusive, pelas ilustrações do livro. “Aliás – revela – a elas agradeço pelo amor, dedicação, compreensão e suporte, porque não fosse isso, o livro não existiria.”

A edição impressa de Vulnerabilidades está disponível para venda no site da editora Appris. Logo haverá outras opções de compra em plataformas virtuais, como Amazon, Livrarias Curitiba, Americanas… E, claro, será lançado em e-book.

O preço sugerido para Vulnerabilidades é de 19 reais e 20 centavos. É uma boa leitura, um bom presente. Em especial para aquele amigo oculto que, todos sabemos, está presente em cada sorriso sempre sutil, mas nunca dissimulado.

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