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Cresce influência dos EUA no clã Bolsonaro

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@donairene13 - Foto Divulgação

Flávio Bolsonaro precisa esclarecer sobre sua intenção de criar de uma “equipe de transição” articulada com os Estados Unidos, algo que simplesmente não existe na legislação brasileira. Não há qualquer previsão constitucional ou legal para que um agente estrangeiro participe ou interfira em um processo de transição política no Brasil. A ideia, por si só, já levanta um alerta grave sobre os limites da atuação de um parlamentar.

O episódio reforça a impressão de um alinhamento cada vez mais explícito de Flávio aos interesses de Washington. Uma coisa é manter relações diplomáticas e diálogo entre países; outra, bem diferente, é agir como se o aval de uma potência estrangeira fosse necessário para definir rumos internos do Brasil. Isso passa uma imagem de subserviência e enfraquece a autonomia política nacional.

O temor é que, em nome dessa aproximação, temas estratégicos acabem sendo colocados à disposição dos interesses americanos. Fala-se em soberania, no controle sobre riquezas nacionais como terras raras e até em mecanismos financeiros como o PIX, que hoje é um símbolo de independência tecnológica do país.

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