Segurança Pública
O debate que o Rio merecia e a briga que Paes e Castro entregam
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A segurança pública no Rio de Janeiro merecia um debate sério. Em vez disso, o que se vê é uma troca de farpas desnecessária entre o prefeito Eduardo Paes e o governador Cláudio Castro, num embate que vai assumindo, com o tempo, um tom cada vez mais pessoal.
O que torna esse cenário ainda mais difícil de compreender é a posição confortável em que Paes se encontra. Com cerca de 30 pontos de vantagem nas pesquisas para o governo do estado, o prefeito não enfrenta nenhum adversário que represente ameaça efetiva à sua candidatura. Num quadro assim, ele pouco precisaria fazer para ser eleito. Engajar-se em ataques que podem desgastá-lo parece um movimento desnecessário e que contradiz a racionalidade de quem joga para não perder.
Do lado de Castro, os ataques parecem igualmente sem propósito. O atual governador enfrenta um futuro cada vez mais incerto: ao que tudo indica, pode se tornar inelegível, a depender do desfecho do processo em andamento no TSE. Com o próprio destino político em xeque, investir energia numa guerra de narrativas com o favorito ao seu cargo soa mais como distração do que estratégia.
Em resumo, a briga não beneficia ninguém: nem Paes, nem Castro e muito menos o povo do Rio.