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Revelação

O dia em que a menina descobre o que significa ser mulher

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Autor/Imagem:
Emanuelle Nascimento - Foto Francisco Filipino

Toda mulher se lembra ainda que de forma difusa do momento em que percebeu que o mundo não era exatamente igual para ela.

Às vezes acontece na infância, quando alguém diz que certas brincadeiras “não são de menina”. Às vezes acontece na adolescência, quando o corpo passa a ser observado, comentado, julgado. Outras vezes acontece mais tarde, no trabalho, quando a competência precisa ser provada duas vezes.

Não existe um único episódio. Existe uma sucessão de pequenas revelações.

A filósofa Simone de Beauvoir observou que a feminilidade não é destino biológico, mas construção social. Tornar-se mulher significa atravessar um conjunto de expectativas que delimitam comportamentos, desejos e possibilidades.

Esse aprendizado raramente é explícito. Ele acontece por meio de olhares, comentários, advertências e silêncios. A menina percebe, pouco a pouco, que seu corpo será regulado de forma diferente.

Mas também descobre outra coisa: que muitas mulheres antes dela já haviam percebido o mesmo e decidiram mudar as regras.

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