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Deu ruim em Washington

O fiasco da tentativa de Flávio Bolsonaro de bancar o chanceler

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@donairene13 - Foto Divulgação

Foi constrangedor o episódio da carta enviada por Marco Rubio a Flávio Bolsonaro. A expectativa criada pela campanha de Flávio era de que sua viagem a Washington renderia uma grande vitória política: a narrativa de que ele teria convencido os americanos a recuar do tarifaço contra o Brasil. A ideia era voltar ao país como uma espécie de herói diplomático, alguém capaz de abrir portas e resolver crises internacionais.

Mas o que veio foi exatamente o contrário. Na resposta oficial, Rubio reafirmou que os Estados Unidos vão manter as tarifas, endureceu o discurso sobre o Brasil e ainda colocou o Pix no centro da discussão, deixando claro que haverá exigências e negociações. Ou seja: não houve recuo, não houve concessão e muito menos qualquer sinal de prestígio especial a Flávio. O que parecia uma demonstração de força virou um banho de água fria.

E isso levanta uma pergunta importante: negociar o quê, exatamente? O Pix? Um sistema de pagamentos brasileiro que virou referência mundial em eficiência? É difícil não enxergar certa ironia nisso tudo. A viagem que seria usada para fortalecer a imagem de Flávio acabou produzindo o efeito oposto: mostrou que, no tabuleiro internacional, o Brasil não vai escapar de pressões externas só porque um pré-candidato foi até Washington tirar foto e trocar cartas.

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