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Quem define o terror?

O manual de interesses dos Estados Unidos

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@donairene13 - Foto Divulgação

Os Estados Unidos anunciaram a classificação das Forças Armadas de Cuba como entidade terrorista. A decisão gerou críticas e reacendeu um debate antigo: o uso da palavra “terrorismo” como ferramenta política. Ao longo das últimas décadas, o termo passou a ser utilizado não apenas para definir ataques contra civis, mas também como justificativa para sanções, isolamento internacional e intervenções alinhadas aos interesses econômicos e estratégicos dos EUA.

Na prática, parece que tudo pode ser chamado de terrorismo dependendo de quem desafia os interesses norte-americanos. Ora o argumento é religioso, ora é político, ora é ligado ao combate ao crime. Mas quase nunca o foco real parece ser a proteção das populações. O que pesa, muitas vezes, são disputas geopolíticas, influência internacional e os interesses de grandes empresas e do mercado global.

A comparação inevitavelmente provoca questionamentos. Quantos países foram atacados militarmente por Cuba nas últimas décadas? E quantos sofreram intervenções, bombardeios ou invasões promovidas pelos Estados Unidos? Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria e tantos outros carregam marcas profundas dessas ações. Isso leva muita gente a perguntar: afinal, quem está sendo tratado como terrorista e quem exerce, de fato, a violência em escala global?

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