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Entre o bisturi e a política

O que João Luiz pode fazer pela saúde pública

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Autor/Imagem:
Carolina Paiva - Foto Acervo Pessoal

No Distrito Federal, onde filas se alongam como corredores de hospital em dia de emergência, a saúde pública deixou de ser apenas uma política de governo para se tornar uma urgência social. É nesse cenário que surge o nome do médico-cirurgião João Luiz Arantes de Freitas, pré-candidato a deputado federal pelo PSD, carregando no currículo não apenas diplomas, mas cicatrizes de quem conhece o sistema por dentro.

Com décadas de experiência na medicina — são mais de 30 anos de prática profissional —, João Luiz construiu uma trajetória que transita entre o centro cirúrgico e a gestão pública.

Fundador e diretor técnico do Centro Médico de Vicente Pires, uma das estruturas privadas mais completas da região administrativa que leva o mesmo nome, o médico conhece de perto a realidade de uma população que cresce mais rápido do que a capacidade do Estado de atendê-la.

Ali, no cotidiano da clínica, ele não apenas atende, mas observa a peregrinação de pacientes entre postos de saúde, a carência de exames especializados e o gargalo histórico das cirurgias eletivas. É esse contato direto com o drama real que pode transformar seu eventual mandato em algo além da retórica parlamentar.

O pré-candidato também não é estranho à máquina estatal. Já ocupou funções de gestão na Secretaria de Saúde e chegou a dirigir unidades importantes da rede pública, como a Regional de Saúde da Asa Norte. Essa vivência administrativa lhe confere a vantagem rara de entender não apenas o problema, mas os caminhos — e os desvios — da burocracia que o cerca.

Se eleito deputado federal, João Luiz pretende atuar em três frentes estruturantes para a saúde pública do Distrito Federal:

1. Financiamento inteligente
Mais recursos são necessários, mas melhor gestão é indispensável. A defesa de verbas vinculadas a metas de desempenho pode reduzir desperdícios e aumentar a eficiência do SUS no DF.

2. Integração público-privado
A experiência como gestor de clínica pode inspirar modelos de parceria que reduzam filas, especialmente em exames e cirurgias de média complexidade — hoje, um dos maiores gargalos.

3. Valorizar medicina preventiva
Menos hospital, mais atenção básica. Investir em prevenção é reduzir custos futuros — e salvar vidas antes que elas entrem na estatística.

Diferentemente de muita gente que discursa sobre saúde com base em relatórios, João Luiz fala a língua do paciente e do médico. Não é um teórico do sistema, mas um operador que pode fazer diferença num Congresso onde, muitas vezes, a saúde vira moeda de negociação política, e não prioridade social.

Claro que a política é terreno mais árido que qualquer centro cirúrgico, e nesse meio. o bisturi não corta sozinho porque depende de alianças, articulações e, sobretudo, vontade política.

Mas, se conseguir transportar para o Parlamento a mesma objetividade que exige uma sala de cirurgia, João Luiz pode deixar de ser apenas mais um nome na urna para se tornar um agente real de transformação. Porque, no fim das contas, a saúde pública não precisa de discursos longos, mas de diagnósticos precisos e decisões firmes.

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