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Alô, Brasília!

O Rio de Janeiro vai cobrar aluguel se emprestar Ricardo Couto

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@donairene13 - Foto de Arquivo

Foi acertada a iniciativa do governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, de desvincular a perícia da Polícia Civil. Em qualquer democracia minimamente séria, a investigação pericial precisa ter autonomia para agir sem pressões corporativas ou interferências institucionais. Isso se torna ainda mais urgente em casos de letalidade policial, nos quais a independência da apuração é condição básica para garantir credibilidade, transparência e confiança da população.

Em poucas semanas no cargo de governador, Ricardo Couto parece ter produzido mais sinais concretos de organização institucional do que muitos governadores eleitos no Rio de Janeiro nos últimos anos. Enquanto boa parte da política fluminense se perdeu em disputas de poder, loteamentos e escândalos sucessivos, o desembargador adotou medidas que dialogam diretamente com demandas históricas da sociedade: combate aos funcionários fantasmas, reorganização administrativa e fortalecimento de mecanismos de controle. É quase constrangedor que atitudes que deveriam ser consideradas básicas acabem parecendo revolucionárias no contexto político do Rio de Janeiro.

Será que os cariocas não poderiam emprestar Ricardo Couto para o Distrito Federal por alguns meses? Talvez apenas o tempo suficiente para colocar a casa em ordem, abrir gavetas emperradas e lembrar a muita gente que gestão pública não deveria funcionar como balcão de conveniências políticas.

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