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Amor à primeira verba

O romance de Flávio Bolsonaro com o centrão

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@donairene13 - Foto Reprodução

Nos bastidores da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, a escolha do vice se tornou um termômetro da fragmentação da direita. Caso Tereza Cristina seja escolhida, haveria uma escolha pelo pragmatismo do Centrão, e Flávio revelaria ter priorizado a ampliação do tempo de TV, acesso ao fundo eleitoral e capilaridade política. Porém a ala mais ideológica do bolsonarismo insiste em um vice de lealdade incontestável, sem vínculos com grupos que possam impor condições futuras.

Para os mais ideológicos, Tereza Cristina representa justamente aquilo que o bolsonarismo sempre disse combater: o jogo tradicional do poder, com suas negociações, alianças fluidas e compromissos difusos. Nesse vácuo, surge Romeu Zema como uma alternativa quase “técnica”, alguém que, ao menos em tese, não traria consigo o peso de um bloco político organizado.

É provável que a decisão seja menos ideológica do que parece. Campanhas presidenciais no Brasil ainda se vencem com estrutura, alianças e recursos e é exatamente isso que está em jogo. A escolha do vice dirá muito sobre qual caminho Flávio pretende seguir: dobrar-se ao pragmatismo necessário para viabilizar sua candidatura ou manter-se fiel a uma base que, embora barulhenta, pode não ser suficiente para levá-lo ao segundo turno.

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