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Onde a Paz?

O silêncio e o vazio

Publicado

Autor/Imagem:
Gilberto Motta - Texto e foto

Para além de modismos e apropriações, navegando pelos livros e tratados, o som do silêncio no vazio permanece em boa parte um imenso mistério.
Filosofia, doutrina amorosa que é, por sua própria natureza e definição, incomensurável e intransmissível.

Postura sem rótulo, fé que não se explica, escapa à linguagem, desmonta por completo nosso mecanismo racional e limitado- o único que a maioria de nós conhece.

Somos avessos a contrastes desafiadores como o silêncio. Simples/complexo. Assustadora realidade. Estamos tão aferrados a nós mesmos que fica difícil alcançarmos a beleza luminosa e despida do jeito de viver no silêncio e no vazio; mas nada nos impede de apreciá-los. O som é lindo. Infinito. O sagrado, em suas infinitas formas e interpretações, está presente ali. Na unidade entre o infinito particular e o limitado arranjo coletivo.

O som dos drones e das bombas e do choro desesperado das crianças e dos desterrados: o som mais terrível. E o bombardeio dos imbecis destruindo tudo, os sons da vida e o silêncio.

[…] Trumpicaram o mundo
tudo de pernas ao ar
Liberaram o medo
reinventaram o pavor
assassinaram a ilusão
nos olhos do caos
na cara do Cão.

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Gilberto Motta é escritor, jornalista, professor/pesquisador que escreve em profusão, mas busca o texto curto-síntese. Vive na Guarda do Embaú, litoral de SC. Verão 2026.

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