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Jesus histórico

O Sol e o Cristianismo

Publicado

Autor/Imagem:
Castro Alves - Francisco Filipino

Entramos no museu religioso com reverência.

O guia do museu, debaixo de uma luz viva da janela grande do templo, começou a falar assim para nós:

“Por várias razões os narradores da história de Jesus ao longo das obras que tratam da sua vida metamorfosearam Cristo numa divindade solar.

O Jesus histórico ficou esquecido pois todas as cenas da sua vida têm correlações com os movimentos, fases ou funções dos corpos celestes.

O cristianismo tomou a história da antiguidade pagã acerca do belo Deus Sol de olhos azuis, com o cabelo dourado a cair-lhe sobre os ombros, vestido da cabeça aos pés de um branco imaculado segurando nos braços um cordeiro de Deus que simboliza o equinócio vernal, momento em que o sol cruza a constelação de Áries o cordeiro.

Este belo jovem é uma mistura entre Apolo, Osíris, Orfeu, Mitra e Baco pois tem as suas características.

Os filósofos gregos e egípcios dividiam a vida do sol em quatro partes ao longo de um ano. Quando nascia no solstício de inverno, o Deus Sol era uma criança dependente que escapara aos poderes maléficos das trevas que procuravam destruí-lo, veja-se a perseguição feita por Herodes aos recém nascidos, isto enquanto estava no berço do Inverno.

O Sol, que está diminuído o seu poder nesta estação de Inverno não tinha raios dourados, ou manchas de cabelo fortes como tinha por exemplo Sansão, um deus solar, e então a sobrevivência da luz durante as trevas do inverno era simbolizada por um minúsculo cabelo que adornava a criança celestial. Dado ser o nascimento do sol em Capricórnio, que simboliza o inverno, este era muitas vezes apresentado como a ser amamentado por uma cabra.

No equinócio vernal, o Sol cresce de intensidade e transforma-se num belo jovem. Os longos cabelos caem-lhe em caracóis sobre os ombros e a luz estendia-.se até ao infinito tal como o sol o faz.

No solstício do verão o Sol tornava Cristo num homem forte, com uma densa barba no auge da sua maturidade que simbolizava o facto de a natureza ser mais forte e fecunda nesta altura do ano.

No equinócio do outono o sol apresenta-se como um homem idoso, arrastando-se de costas curvadas e cabelo embranquecido para o esquecimento das trevas do inverno. Desta forma os doze meses eram distribuídos ao sol como duração de uma vida que se renovava ano após ano.

Ao longo desta travessia do sol pelos doze signos do zodíaco tudo isto era uma marcha de triunfo no fundo onde se trava uma luta entre luz e trevas.

No outono entrava no signo de virgem simbolizada em outro mito solar, o de Sansão, onde entra Dalila, a virgem, que lhe sabia o segredo dos longos cabelos e que lhos cortava acabando com a invencibilidade da sua luz solar na terra, assim o sol perdia a sua força.

Na Maçonaria os meses do inverno, os três meses estão simbolizados pelos três assassinos de Hiram Abiff que em busca dos segredos da Natureza querem destruir o deus da luz.

A chegada do sol era algo visto como um momento festivo na antiguidade e o momento da sua perca de luz era um período reservado à dor e à infelicidade até porque estes povos eram agricultores e sem a luz forte solar os campos ficavam estéreis.

O Filho Unigénito do Pai, o Verbo, o Cristo, o Redentor dos Mundos, o Verbo feito carne e a esperança da Glória no fundo podemos simbolizar estas características como vindas do Sol, o messias solar, gloriosa e radiante orbe, a verdadeira luz que ilumina todos os homens que vêm ao mundo, o supremo benfeitor, que todas as coisas ressuscitou dos mortos, que alimentou as multidões famintas, que acalmou a tempestade, que após morrer, no seu pôr do sol, nasceu de novo, ao nascer do sol devolvendo á vida todas as coisas.”

Achamos deslumbrante o segredo que ele nos revelou ali…

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