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Dentuço

O vampiro da guarda

Publicado

Autor/Imagem:
Gilberto Motta - Texto e foto

“Eu uso óculos escuros / Que é pra’s minhas lágrimas esconder /
[…[Por isso é que eu sou um vampiro.”
(VAMPIRO, de Jorge Mautner)

Drake mordia tudo via. Mordeu a banana e a gengiva sangrou. Dentada no pão e lá se foi o pivô. Ousou a costela tenra e a bochecha deu um grito de dor. Parou por segundos e pensou:

-Cacilda, mas o que passa?

Em seguida continuou com o ritual de parcos dentes e mandíbulas. Atacou o pudim de leite e o leite voltou vermelho

“Sina… É sina de gerações que eu carrego até o fim”

Naquela noite, ao morder uma perninha de frango pegou o ossinho. TRASH! Quebrou.

Pensou em Pensilvânia e em Drácula banguela.

Na manhã seguinte subiu no busão e tocou pra Floripa, a Capital.

A dentista o atendeu com mãos de mágica e carinho fundamental.

No começo da noite retornou para a Guarda do Embaú.

Naquela madrugada releu em leitura dinâmica o Drácula, de Stoker e especialmente O Vampiro de Curitiba, de Danton Trevisan.

Naquele final de semana os ataques retornaram.

O Vampiro da Guarda estava outra vez na ativa.

NHAC!

……………………..

Gilberto Motta é escritor, jornalista, professor/pesquisador que busca grana para fazer implante total dos dentes de Sabre. Vive na Guarda do Embaú-SC.

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