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PCDF

Operação contra grupo que movimentou R$ 11 milhões com “Jogo do Tigrinho”

Publicado

Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto Divulgaçao

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6 de maio de 2026), uma operação para desarticular um grupo suspeito de movimentar R$ 11 milhões com jogos de azar online, popularmente conhecidos como “jogo do tigrinho”. A ação visa cumprir oito mandados de busca e apreensão contra nove pessoas investigadas por estelionato e organização criminosa.

O esquema investigado prometia altos retornos financeiros aos apostadores, mas funcionava de forma fraudulenta. A investigação aponta que os envolvidos utilizavam plataformas manipuladas, onde os valores depositados pelos seguidores eram desviados sem que apostas reais fossem sequer realizadas, configurando um esquema de fraude direta.

As ordens judiciais estão sendo cumpridas no Distrito Federal e em mais seis estados brasileiros: Goiás, Maranhão, Paraíba, Rio de Janeiro e Bahia. Esta operação é um desdobramento de investigações iniciadas em julho de 2024, que focaram inicialmente em um influenciador de Brazlândia, no DF, responsável por divulgar falsos ganhos.

De acordo com os dados da PCDF, a movimentação financeira do grupo é expressiva, totalizando cerca de R$ 11 milhões. A sofisticação do esquema gerava lucros altos para os suspeitos, com um dos investigados apresentando uma média diária de R\) 48 mil em transações suspeitas, evidenciando o grande número de vítimas.

O “Fortune Tiger”, nome oficial do jogo, é um cassino online que, apesar de proibido no Brasil, disseminou-se rapidamente, prometendo ganhos fabulosos com a combinação de três figuras iguais. No entanto, por dependerem exclusivamente da sorte e não serem regulamentados, tais jogos são considerados ilegais pela Lei de Contravenções Penais.

O sucesso na disseminação do jogo se deve, em grande parte, à extensa campanha realizada por influenciadores digitais, que compartilham “táticas” e falsos resultados para atrair seguidores. O caso investigado no DF mostra que a divulgação direcionava as vítimas a links manipulados, garantindo prejuízo ao usuário.

Além do “jogo do tigrinho”, a polícia alerta para outros jogos de azar que seguem a mesma lógica, como os jogos do tipo “crash” (Spaceman, Aviator, JetX). Nestes, o apostador vê um gráfico subir e precisa retirar o dinheiro antes que ele “caia”, momento em que perde tudo, gerando prejuízos constantes.

Outro jogo citado nas investigações é o “Mines”, que simula um campo minado. Nele, o jogador escolhe o nível de dificuldade em um tabuleiro de 25 casas, buscando estrelas e fugindo de bombas, mas, como os demais, opera dentro de cassinos online proibidos no país, onde as probabilidades são manipuladas.

Com o cumprimento dos mandados, a PCDF busca apreender dispositivos eletrônicos e documentos que comprovem a organização criminosa. Os investigados podem responder por crimes que, somados, visam coibir a exploração ilegal de jogos de azar e o enriquecimento ilícito através de fraudes digitais.

A Polícia Civil reitera que o “jogo do tigrinho” e similares não são formas de investimento, mas sim jogos de azar fraudulentos que geram sérios prejuízos financeiros aos participantes. As investigações continuam para identificar todas as vítimas e bloquear os bens obtidos ilicitamente pelo grupo.

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