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Adesão em banho-maria

Otan silencia sobre Ucrânia para acalmar Rússia

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Antônio Albuquerque, Edição - Foto Reprodução

A candidatura da Ucrânia à Otan tornou-se um tabu dentro da aliança, já que alguns estados membros estão evitando o assunto repleto de novas tensões com a Rússia, informam fontes da própria aliança. O que se observa agora é que não há entendimento acordo sobre como, quando e, em alguns casos, mesmo se a Ucrânia deve aderir. Alguns aliados estão evitando o assunto completamente porque, cientes das preocupações do presidente russo, Vladimir Putin, sobre a expansão da Otan para o leste, eles não querem provocar o Kremlin.

Para muitos membros da Otan, é a questão delicada da obrigação legal de defesa coletiva que os impede de falar sobre as perspectivas de adesão da Ucrânia. Os estados membros da Otan essencialmente evitam o assunto da adesão da Ucrânia à aliança e repetem linhas “cuidadosamente elaboradas” com foco no conflito atual.

No final de setembro, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, anunciou que a Ucrânia estava se candidatando à entrada rápida na Otan. O secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, respondeu reiterando o compromisso da aliança com a política de “portas abertas”, mas não deu nenhuma perspectiva concreta sobre as perspectivas da Ucrânia, dizendo apenas que a aliança concentraria seus esforços em ajudar Kiev a se defender.

O assessor de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse em comentários anteriores que a candidatura da Ucrânia para ingressar na Otan deve ser abordada em outro momento. Moscou sempre descreveu a Otan como uma aliança voltada para o confronto. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse no início de abril que a expansão da aliança em direção à fronteira russa é de natureza agressiva e não tornará a Europa mais segura.

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