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O líder

Palmeiras vira contra São Paulo e se isola na ponta

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Antônio Albuquerque, Edição - Foto Cesar Greco

O Palmeiras é cada vez mais líder do Brasileirão. Nesta segunda, 20, a equipe do Parque Antártica derrotou o São Paulo de virada, por 2 a 1, em pleno Morumbi. O gol do Tricolor foi marcado por Patrick, dava ao São Paulo a vitória no Choque-Rei disputado nesta segunda-feira no Morumbi. No entanto, quando a torcida já comemorava a vitória, veio a decepção nos acréscimos. Os zagueiros Gómez (empatando) e Murilo (virando o placar) marcaram os gols do triunfo que deixa o time de Abel Ferreira tranquilo na liderança do Brasileirão.

O Palmeiras ampliou para 19 partidas a série invicta na temporada – sendo 12 no Brasileirão – e permanece na liderança isolado do torneio nacional. São 28 pontos somados, três a mais que o vice-líder Corinthians. O São Paulo tropeçou de novo e perdeu a oportunidade de encostar nos líderes.

Abel Ferreira, com covid-19, foi substituído na beira do gramado pelo seu auxiliar João Martins. Em sua casa, certamente comemorou muito o triunfo que derrubou a invencibilidade do São Paulo jogando em casa no Brasileirão.

Este foi o primeiro dos três encontros entre são-paulinos e palmeirenses em menos de um mês. Na quinta, voltam a se enfrentar pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, novamente no Morumbi. A volta, com mando do Palmeiras, está marcado para 14 de julho.

São Paulo e Palmeiras fizeram um bom primeiro tempo, de dois times competitivos e com alternativas ofensivas. A diferença é que os anfitriões começaram mais ligados e aproveitaram uma das chances que tiveram. Patrick mandou para as redes após desvio na primeira trave. O lance, controverso, gerou reclamações dos palmeirenses, que apontaram toque de mão do meia depois de a bola ter batido no peito. Mas o VAR reviu a jogada e confirmou o gol.

Abel repetiu o erro que cometera contra o Atlético-GO e manteve Gómez como lateral-direito, o que foi ruim para o zagueiro e Dudu, que teve de marcar lateral e nada produziu ofensivamente.

O Palmeiras saiu do sufoco e equilibrou o jogo à medida que resolveu jogar. Rony dividiu com Jandrei e pediu pênalti, mas novamente o juiz Anderson Daronco entendeu ser improcedente o protesto dos palmeirenses. Gabriel Menino saiu na cara do gol, mas foi travado. Scarpa só não marcou porque Arboleda estava posicionado um pouco à frente da linha do gol para tirar. O meia também tentou de longa distância, sem sucesso. O Tricolor respondeu no fim com Nestor, em arremate que passou à direita.

O Palmeiras melhorou no segundo tempo e empurrou o São Paulo para o seu campo de defesa. Com dois zagueiros e Mayke na lateral, ganhou uma opção de ataque pela direita e teve mais volume de jogo. O próprio anfitrião recuou demais depois das substituições de Ceni, deixando Calleri isolado no meio de dois zagueiros.

A sorte parecia que estava do lado da equipe do Morumbi, quando Breno Lopes acertou a trave. Mas não estava. O São Paulo chamou o Palmeiras e pediu para perder. E foi o que aconteceu. No fim, os visitantes ousaram com Scarpa na lateral e quatro atacantes. A estratégia deu resultado e derrubou o ferrolho defensivo são-paulino com dois gols de zagueiros.

No primeiro, Scarpa cruzou na cabeça de Gómez, que subiu livre nas costas de Miranda e mandou para as redes aos 45 minutos. Cinco minutos depois, Murilo dominou dentro da área após escanteio e deu de bico para virar o placar nos acréscimos e assegurou um triunfo épico no Morumbi.

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