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Brasil

Pandemia exige mudanças no ensino de saúde

Carolina Paiva, Edição

Com o isolamento social, professores e alunos tiveram que se adaptar rapidamente para dar continuidade às aulas, mas agora começam a rever os modelos que permanecerão, Essa é uma exigência dos novos tempos, porque nada será igual depois da Covid-19, uma vez que o novo coronavirus trouxe reflexões profundas sobre o modo de viver e acelerou as transformações em diversos setores, como o da educação,

Essa é uma das conclusões do Congresso Nacional de Hospitais Privados, que se estende até esta sexta, 20, este ano de forma virtual. A ideia geral é a de que com o mundo cada vez mais digital, fica a dúvida sobre os novos formatos de ensino, principalmente em áreas que requerem treinamento prático, como na saúde.

Pensando nisso, o Conahp deu atenção especial ao tema “Desafios para a formação dos profissionais de saúde no pós-pandemia”.  Os debates contaram com as participações de Silvia Mamede, vice-diretora do Institute of Medical Education Research Rotterdam – Erasmus Medical Center; Victoria Luby, senior client partner na Korn Ferry e Alexandre Campos, diretor acadêmico de ensino do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. A mediação coube a Paulo Barreto, conselheiro da Anahp.

A discussão mostrou a necessidade de incorporar novos conteúdos e tecnologias ao ensino. “”Temas que já eram discutidos há muito tempo, mas não eram valorizados, passaram a ter uma prioridade maior na pandemia. Um exemplo são os conteúdos da área de saúde pública, que se mostrou fundamental por sua capacidade de utilizar dados para construir modelos e prever como a pandemia vai se desenvolver”, enfatizou Silvia Mamede.

Já Alexandre Campos lembrou que o mercado da saúde sempre foi muito dinâmico, “mas a pandemia mostrou como devemos preparar os profissionais de uma forma diferente”. Na mesma linha, Victoria Luby defendeu mudanças no sistema de treinamento de executivos também para cargos altos. “O líder autodisruptivo está emergindo em vários setores, mas não tanto no da saúde até pouco tempo atrás”, sublinhou.

Essa definição é utilizada para o profissional com habilidade de se antecipar às demandas, dar um propósito ao trabalho, acelerar as inovações, se conectar com outras áreas da empresa e utilizar as características pessoais dos funcionários para contribuir com os avanços.

Embora a tecnologia tenha se fortalecido ainda mais durante o isolamento social, os especialistas em educação não acreditam que o ensino médico se tornará totalmente remoto.

“Certas atividades não conseguem ser feitas com qualidade à distância, mas outras podem ser feitas online e com ganhos. A tecnologia veio para ficar, terá lugar na formação dos profissionais de saúde, mas não consigo imaginar como modalidade exclusiva na nossa área”, ponderou, a esse respeito, Alexandre Campos.

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