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Cultura

Panteras mostram que supremacia masculina acabou

Carolina Paiva, Edição

Tem um novo clichê no ar, explorando mulheres objetificadas, a ainda supremacia masculina e a consequente rivalidade feminina. Esses são alguns dos aspectos machistas que caíram por terra em “As Panteras”, filme da franquia Charlie’s Angels que chega aos cinemas. No longa, que estreia nesta quinta-feira (14), as espiãs Sabina Wilson (Kristen Stewart), Elena Houghlin (Naomi Scott) e Jane Kano (Ella Balinska) expõem suas fragilidades e mostram que, além de combater o crime e salvar o mundo, as heroínas mulheres precisam lidar com outros conflitos desafiadores.

O fator beleza como isca para distrair e então prender bandidos parece, de início, ser a única função da personagem de Kristen Stewart dentro da organização Charles Townsend. Porém, a eterna Bella, da saga Crepúsculo, surpreende quando vence, nove vilões.

Empoderamentos à parte, algumas sequências de ação são clichês ao ponto de parecerem ter saído da animação infanto-juvenil “As Três Espiãs Demais” (2001). O fator semelhança é ainda mais explícito quando há súbita aparição de John Bosley, o Bosley, para parabenizar as panteras – quase como um Jerry, o big boss da versão animada. No filme, fica explícito que, assim como na animação, ainda é preciso que haja a aprovação de um homem-chefe para validar o trabalho realizado por elas.

Com o paralelo entre as produções e o fator nostalgia em alta entre os lançamentos mais recentes das telonas, não seria exagero dizer que Hollywood errou a mão e acabou fazendo uma versão live-action das espiãs mais amadas da TV Globinho (2000-2015).

O fator necessidade de um olhar masculino como fiscal das missões, é um dos aspectos machistas mais sutis da trama. Existem, no longa, paralelos com a vida real nos quais a misoginia grita. Aqui, porém, o preconceito dá lugar a oportunidade – sem spoilers até aqui.

Antes de virar espiã, Elena era uma das cientistas mais importantes de uma empresa de tecnologia, e que, por uma falha de programação, está desenvolvendo uma ferramenta perigosa. A pesquisadora até tenta avisar sobre o problema e diz que tem interesse e competência para resolvê-lo. Mas não há ouvidos dispostos à escuta por parte dos líderes homens. Com isso, resolve comunicar à organização de espionagem que a sociedade corre perigo – e acaba sendo recrutada.

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