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Lenha na fogueira

Pequim adverte Washington para não abastecer Taiwan com armas

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Foto/Imagem:
Svetina Ekimenho/Via Sputniknews - Foto Reprodução

A China expressou “protesto absoluto” contra o acordo de Washington de fornecer até US$ 95 milhões em treinamento e equipamentos para apoiar o sistema de defesa antimísseis Patriot de Taiwan, disse nesta quinta, 7, o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Tan Kefei.

As vendas de armas dos EUA para Taiwan “violam seriamente o princípio de uma só China e os três comunicados conjuntos EUA-China”, disse o porta-voz, acrescentando que iniciativas assim “são uma interferência flagrante nos assuntos internos da China.”

D4pois d ressaltar que Pequim “já fez uma devida representação a Washington, o porta-voz sublinhou que estão “minando as relações sino-americanas, o que pode interromper a paz no Estreito de Taiwan”.

“A China tomará medidas firmes e contundentes para salvaguardar resolutamente sua soberania e interesses de segurança”, acrescentou, lembrando que Taiwan ´parte do território chinês.

Enquanto isso, em resposta a relatos da mídia de que a presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, planeja visitar Taiwan, o Ministério das Relações Exteriores da China disse que também fez uma representação contra tal iniciativa. “Pequim se opõe firmemente a todas as formas de interações oficiais entre os Estados Unidos e Taiwan, disse o porta-voz da chancelaria chinesa Zhao Lijian. A visita não foi confirmada nem pelo escritório de Pelosi nem pelo governo de Taiwan.

O Departamento de Estado dos EUA aprovou no início desta semana uma possível venda de US$ 95 milhões em suporte técnico e equipamentos contratados para o sistema de defesa aérea Patriot para Taiwan.

“O Escritório de Representação Econômica e Cultural de Taipei nos Estados Unidos (TECRO) solicitou a compra de suporte de Assistência Técnica da Contratada, consistindo em treinamento, planejamento, colocação em campo, implantação, operação, manutenção e sustentação do Sistema de Defesa Aérea Patriot, equipamentos associados e elementos de apoio logístico; bem como equipamentos de apoio terrestre Patriot, peças sobressalentes e consumíveis, conforme necessário para apoiar as atividades de assistência técnica”, disse a Agência de Cooperação de Segurança de Defesa dos EUA (DSCA) em um aviso ao Congresso.

“A venda proposta ajudará a sustentar a densidade de mísseis (de Taiwan) e garantir a prontidão para operações aéreas”, disse a Agência de Cooperação e Segurança de Defesa do Pentágono em comunicado na quarta,6. O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan saudou o acordo de armas como uma ajuda necessária para proteger a ilha contra a “expansão militar e provocação contínuas” de Pequim.

As medidas de Washington ocorrem quando a Rússia lançou sua operação militar especial para desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia em 24 de fevereiro, com políticos e comandantes dos EUA alertando que a China pode usar a crise para lançar sua própria operação para recuperar Taiwan. Pequim condenou e negou essas acusações, enfatizando que as duas situações não são semelhantes, pois Taiwan faz parte da China.

Taiwan , oficialmente chamada de República da China, foi governada independentemente do continente, com Pequim vendo a ilha como sua província. Pequim, cuja política oficial prevê uma unificação pacífica de Taiwan com a China continental, se envolveu em rodadas de negociações com autoridades da ilha ao longo de várias décadas. No início deste ano, o Ministério das Relações Exteriores da China instou Taiwan a reconhecer que seu futuro está na “reunificação”.

 

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