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Os golpistas de Bolsonaro

PF vai atrás de papagaio, coco podre, tijolo ruim e roupa suja

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Pretta Abreu, Edição - Foto Tânia Rêgo

Mais uma ordem expressa do ministro Alexandre de Moraes, o ‘Xerifão’ do Supremo Tribunal Federal e hoje também presidente do Tribunal Superior Eleitoral, dada à Polícia Federal: investigar, até ter sucesso do tipo Sherlock tupiniquim, oito empresários que defenderam, em grupo de WhatsApp, um golpe d estado na eventualidade de Jair Bolsonaro perder as eleições em outubro próximo. Entre os alvos estão Luciano Hang, dono da Havan; Afrânio Barreira, do Coco Bambu; José Isaac Peres, da rede de shoppings Multiplan; José Koury, dono do Barra World Shopping (RJ); Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; e Marco Aurélio Raymundo, dono da Mormaii.

Os mandados de busca e apreensão são em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará. Esses empresários, que a apoiam a reeleição de Bolsonaro , discutem abertamente um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições este ano.

Em uma troca de mensagens no dia 31 de julho, o empresário José Koury defendeu explicitamente uma ruptura na democracia do País. “Prefiro golpe do que a volta do PT. Um milhão de vezes. E com certeza ninguém vai deixar de fazer negócios com o Brasil. Como fazem com várias ditaduras pelo mundo”, afirmou, deixando implícito que não se importaria que o Brasil virasse uma ditadura novamente.

A mensagem recebeu apoio de parte dos integrantes do grupo, como o de Morongo, como é conhecido o dono da rede de lojas de surfe Mormaii. “Golpe foi soltar o presidiário! Golpe é o ‘supremo’ agir fora da constituição! Golpe é a velha mídia só falar m…”, escreveu.

Morongo também citou os atos marcados para o 7 de Setembro. “Está sendo programado para unir o povo e o Exército e ao mesmo tempo deixar claro de que lado o Exército está. Estratégia top e o palco será o Rio. A cidade ícone brasileira no exterior. Vai deixar muito claro”, sublinhou.

Já André Tissot, do Grupo Sierra, também integrante o grupo, endossou a opinião sobre o golpe e disse que a ruptura já deveria ter ocorrido antes: “O golpe teria que ter acontecido nos primeiros dias de governo. [Em] 2019 teríamos ganhado outros 10 anos a mais”.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede) acionou o STF para quebrar o sigilo desse grupo de WhatsApp. Pra o parlamentar, esse empresário devem presos “se necessário”. O senador entende que “a democracia não pode tolerar a convivência com quem quer sabotá-la”.

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