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Brasília

Pitaya é nova fonte de renda do produtor

Bartô Granja, Edição

Originária da América Central, a pitaya ganhou o paladar do brasiliense. Cada vez mais presente nas feiras e mercados, a fruta é alternativa de renda para os agricultores familiares do Distrito Federal, já que possui manejo fácil e pode ser cultivada junto com outras culturas. A Emater-DF tem apoiado agricultores interessados em iniciar ou potencializar a atividade.

Baltazar Antunes Morgado e seu filho Alessandro Morgado são um exemplo. Há dois anos no núcleo rural Lago Oeste, na região administrativa de Sobradinho, os produtores iniciaram o plantio de pitaya e já estão vendendo a conhecidos por meio de redes sociais.

“Quando compramos a chácara, no final de 2017, já havia um parreiral, mas decidimos apostar também na pitaya”, recorda Alessandro. Segundo ele, o manejo das uvas é um pouco mais difícil, enquanto a pitaya exige um tratamento bem mais simples.

Alessandro lembra que, no primeiro ano, o resultado foi pequeno. “Plantamos cerca de 240 pés. Agora, que estamos chegando ao terceiro ciclo, as expectativas estão mais altas”, revela. Ao todo, são cerca de 1,8 mil m² de plantação da fruta. “Minha maior preocupação é a qualidade do produto. Por isso, estamos investindo em técnicas e tecnologias de plantio mais adequadas”, complementa o agricultor.

O engenheiro-agrônomo Daniel Oliveira, que atua no Escritório Especializado em Agricultura Orgânica e Agroecologia (Esorg), explica que o manejo correto pode elevar a vida útil da planta para até quinze anos. “Basta fazer a adubação, a polinização, a irrigação e direcionar o crescimento dos galhos para se ter bons resultados”, observa. Por ser um cacto, a pitaya é mais resistente ao clima seco. As floradas ocorrem de outubro a maio.

Como a fruta é considerada exótica, o valor de mercado é promissor. “O agricultor consegue comercializar por até R$ 20 o quilo. Numa conta rápida, uma plantação de pouco mais de 200 pés pode render até R$ 12 mil por ano, o que é uma ótima complementação da renda de uma propriedade pequena ou média”, esclarece o extensionista.

Alessandro Morgado, que antes de comprar a chácara, trabalhava em outra atividade, está com boas expectativas com relação à pitaya. “Com apoio da Emater-DF, pretendemos investir em equipamentos para melhorar a irrigação, o controle de pragas e estruturar melhor o planejamento para comercialização”, vislumbra.

O produtor possui cinco espécies da fruta e acabou de fazer uma colheita. Os pés estão todos organizados e referenciados. “A mais doce é a amarela”, afirma Baltazar Morgado. “Já chegamos a colher uma pitaya de 700g”, recorda. “Estamos muito satisfeitos e esperançosos com os novos ciclos”, conclui.

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