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Soberania Digital

Pix é nosso, é intocável, Trump, e pt saudações

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@donairene13 - Foto de Arquivo

É impossível negar: o Pix transformou profundamente a vida cotidiana no Brasil. Ao eliminar taxas para pessoas físicas e permitir transferências instantâneas a qualquer hora do dia, o sistema democratizou o acesso a serviços financeiros e simplificou relações de consumo em uma escala inédita. Hoje, do pequeno comerciante ao grande varejista, passando pelo trabalhador informal, todos incorporaram o Pix à rotina. Virou quase um reflexo: pagar, transferir, resolver, tudo em segundos.

Foi nesse contexto que a recente declaração de Donald Trump soou reveladora. Ao afirmar que o Pix prejudica empresas americana, justamente por não permitir a cobrança de taxas por transação, Trump escancarou uma lógica que, para os brasileiros, já parecia superada: a de lucrar em cima da intermediação financeira básica. Não demorou para que, nas redes sociais, surgissem associações entre esse discurso e o pré-candidato Flávio Bolsonaro, especialmente após sua participação na CPAC, onde demonstrou alinhamento político e ideológico com setores da direita norte-americana. A conexão é indireta, mas não é absurda.

Enquanto isso, Lula foi rápido em ocupar o espaço simbólico, afirmando que “ninguém mexe com o nosso Pix”, transformando o tema em uma questão de soberania nacional. Já Flávio Bolsonaro optou pelo silêncio. Em política, omissões também comunicam.

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