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Imperatriz

Polícia Civil prende terceiro suspeito de matar empresário

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Autor/Imagem:
Malu Oliveira - Foto Divulgação

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) prendeu, na noite de sexta-feira (12), em Imperatriz, Gabriel Pereira Monteiro, o terceiro e último suspeito de envolvimento no assassinato do empresário Laércio Müller Rocha, de 32 anos. Logo após a captura, o jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da região para passar por exames cautelares de praxe. Com essa ação, a polícia confirmou que todos os alvos identificados pela investigação sobre a morte do empresário já se encontram detidos e à disposição do Poder Judiciário.

Gabriel é filho de Thiago Guilherme Alves Monteiro, proprietário da residência onde a vítima foi vista com vida pela última vez. O pai do jovem e a namorada dele, identificada como Yala Kananda Costa Alves, também são investigados pelo homicídio e acabaram presos na noite anterior, quinta-feira (11). O casal foi interceptado pelas autoridades na cidade de Tianguá, localizada no estado vizinho do Ceará, enquanto tentava fugir.

As ordens judiciais de prisão preventiva contra os três suspeitos haviam sido decretadas pela Justiça do Maranhão na quarta-feira (10). A Delegacia de Homicídios de Imperatriz já havia confirmado que todos eles estavam presentes na casa que serviu de cenário para o último registro de Laércio. A conclusão dos mandados de prisão ocorreu no mesmo dia em que o corpo do empresário foi sepultado, na sexta-feira (12), sob forte comoção no Cemitério Campo da Saudade, em Imperatriz. O empresário deixou um filho de apenas 7 anos.

As investigações lideradas pelo delegado de Homicídios, Josenildo Ferreira, apontam que o crime ocorreu dentro do imóvel da família de Gabriel, situado no bairro Parque Anhanguera. De acordo com os levantamentos policiais, o assassinato foi motivado por um desentendimento repentino entre as pessoas que participavam de uma reunião no local. O delegado explicou que a ação não foi planejada previamente e que a fatalidade se desenrolou a partir de uma discussão calorosa na própria residência.

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a frieza dos envolvidos após o ato. A polícia civil apurou que o corpo de Laércio permaneceu escondido dentro do imóvel por cerca de 24 horas antes de ser finalmente removido. Durante esse intervalo, os moradores da casa teriam articulado o apoio de terceiros para organizar a logística de transporte e a posterior ocultação do cadáver em uma área de mata afastada.

A dinâmica da remoção do corpo envolveu o monitoramento de câmeras de segurança do bairro, que registraram a movimentação na região. A polícia identificou que mais de um veículo foi utilizado na ação criminosa. Enquanto alguns carros flagrados pelas imagens passam por perícia técnica, os investigadores descobriram que outros dois automóveis foram usados especificamente para a fuga dos moradores e o transporte da vítima. Um desses carros foi localizado posteriormente com o casal preso em território cearense.

O desfecho das buscas pelo corpo ocorreu em um terreno baldio na cidade de Davinópolis, localizada a aproximadamente 17 quilômetros de Imperatriz. O cadáver foi localizado após moradores vizinhos sentirem um forte odor vindo daquela direção. O local foi isolado pela Polícia Militar para o trabalho pericial, que recolheu os restos mortais em avançado estado de decomposição e encontrou indícios de que os suspeitos tentaram atear fogo na vítima. Cartões bancários e pertences de Laércio foram achados no mesmo ponto.

A captura do casal no Ceará contou com uma operação integrada entre diferentes forças de segurança pública. Thiago Guilherme e Yala Kananda foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por volta das 23h30 de quinta-feira, no quilômetro 313 da rodovia BR-222, em Tianguá. A abordagem foi o resultado de um intenso trabalho de inteligência e compartilhamento de dados que envolveu as equipes da PRF nos estados do Maranhão, Piauí e Ceará, além do apoio da Polícia Federal.

Durante o período em que estiveram foragidos, os suspeitos chegaram a fazer contato com as autoridades por meio de uma chamada de vídeo para negociar uma apresentação espontânea. No entanto, a estratégia jurídica não foi aceita pelo delegado responsável pelo inquérito, que manteve a ordem de perseguição ininterrupta. Ao serem parados na rodovia pela PRF, Thiago e Yala mentiram aos agentes, alegando que haviam se conhecido há pouco tempo e que estavam realizando uma viagem de férias com destino a João Pessoa, na Paraíba.

O mistério em torno do caso havia começado no dia 5 de junho, quando o empresário desapareceu após sair de uma festa na região da Beira-Rio, em Imperatriz. Imagens de monitoramento mostraram que Laércio chegou à casa de Thiago às 3h38 da madrugada acompanhado de outras pessoas. Testemunhas relataram que o grupo inicial de sete frequentadores foi se dispersando ao longo da manhã, deixando Laércio sozinho no imóvel na companhia exclusiva de Thiago, Yala e Gabriel. Uma perícia preliminar feita na casa encontrou marcas de sangue e perfurações de tiros, o que confirmou a materialidade do homicídio.

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