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Brasil

‘Política capenga ameaça chances de Brasil estável’

João Vitor Santos/Diálogos do Sul - Marta Nobre, Edição

A estrutura da democracia brasileira é “insuficientemente institucionalizada” e alterna “momentos de otimismo com momentos de pessimismo de acordo com uma certa capacidade da elite brasileira de surfar, junto com a classe média e outros setores, durante momentos democráticos”, o que a torna “pendular”.

A opinião é do cientista político Leonardo Avritzer. Autor do livro O Pêndulo da Democracia ele considera o Judiciário e os militares setores importantes da estrutura pendular.

No Judiciário, pontua, “a questão central é que temos uma estrutura de direitos civis bastante relativizada na nossa estrutura constitucional, especialmente na nossa estrutura administrativa, ou seja, é possível violar direitos civis” e “certos setores da população brasileira — é preciso dizer — nunca tiveram nenhum direitos”. Já a estrutura militar coloca “árbitros, em última instância, da estrutura política brasileira e agem dessa forma”.

Avritzer vê semelhanças entre a crise da democracia brasileira com a situação de países da Europa Oriental e diferenças com os EUA e a Europa Ocidental. “A crise da democracia brasileira é diferente porque, na verdade, é uma crise num país que tem uma trajetória ambígua em relação à democracia no longo prazo”.

Na avaliação dele, desde o impeachment de Dilma Rousseff, o Brasil enfrenta uma instabilidade política e econômica, não superada no governo Bolsonaro. “Desde o impeachment não foi possível estabilizar nem a economia, nem a política do país, e não foi possível estabilizar por conta desse movimento pendular”, diz.

No caso de Jair Bolsonaro, afirma, “vemos que o problema é muito mais grave. Ao mesmo tempo ele expressa uma coalizão que busca construir a hegemonia do país, mas não tem condições de construí-la devido ao fato de não ter um projeto de inclusão política mínimo. Ao contrário, todas as medidas do Ministério da Fazenda e da gestão Paulo Guedes são medidas antissociais, que prejudicam a população mais pobre do país”.

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