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Comédia pastelão

Povo precisa resgatar estima para fazer Brasil feliz de novo

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Foto/Imagem:
Wenceslau Araújo - Foto Reprodução das Redes Sociais

No melhor estilo Corrida Maluca, um dos mais criativos entre os desenhos animados criados pela dupla Willian Hanna e Joseph Barbera, a eleição presidencial de outubro tem personagens muito parecidos com a ficção. Se observarmos sem o ranço da ideologia ou longe das simpatias, veremos nos potenciais candidatos parecências muito próximas com Dick Dastardly e seu assistente Muttley, com Penélope Charmosa, Sargento Bombarda e Peter Perfeito. Obviamente que é falta do que fazer lembrar da Corrida Maluca a pouco mais de quatro meses de uma disputa eleitoral que poderá devolver a Terra Brasilis a um período de escuridão que todos imaginavam soterrado e apagado da memória de todos os brasileiros.

Pior ainda é, em pleno feriado que se desenha como mais um daqueles feriadões em que poucos pensam ou falam de política, eu acordar cedo para escrever sobre a hipotética possibilidade de novas nuvens negras sob o céu de Brasília e do Brasil. Hipotética sim, pois, estou convencido de que, além da falta de clima e de apoio popular, falta ao protagonista dessa tese o fechamento maciço com a ponta das Forças Armadas. Falando claramente, um golpe não se consolida com PMs “rebelados”, Amazônia incendiada, assassinada e esquartejada, assassinos e malfeitores endeusados, tampouco com meia dúzia de militares graduados e grudados feito chiclete em pomposos contracheques.

É a turma que deixa a farda e abandona os galardões, mas não larga o osso. Por essa razão, poucos têm dúvida de que eles tentarão de tudo para novamente vilipendiar a massa. Certamente não conseguirão, porque essa mesma massa não admite mais ser vilipendiada por dinossauros da política ou por neófitos em democracia. Portanto, endossar teses golpistas é digno apenas dos derrotistas que se borram de medo de quartos escuros, camas de alvenaria, banhos frios, companhias mal encaradas e sopas ralas no almoço e no jantar.

Democrata de quatro costados, tenham certeza de que esse não é o meu caso. A exemplo de boa parte dos 214,3 milhões de brasileiros, o que temo é a esculhambação total e absoluta do país no cenário internacional. Depois do abandono globalizado, viramos piada até mesmo entre aqueles que já nos renderam muitas e merecidas homenagens. Em outras palavras, antes mesmo da recuperação judicial, o mundo moderno decretou a falência do retrógrado e caduco Brasil de nossos dias. É o fim do caminho? Claro que não.

Mesmo longe muitas léguas de Hollywood, temos tudo para transformar a comédia pastelão que é o Brasil de hoje em um filme épico e com final feliz. A recuperação da autoestima do país e de seus cidadãos só depende do povo, também conhecido como eleitor. Não deixemos que as circunstâncias mudem nossa fé. Façamos com que ela mude as circunstâncias. Crer não torna as coisas mais fáceis, mas possíveis. O ser humano nunca sabe que resultados virão de suas ações. No entanto, se nada for feito dificilmente existirão resultados. Pensemos nisso. Quem sabe não espera acontecer.

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