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Quem dá, vira alvo

Putin avisa que Rússia pode lançar mísseis pra todo lado

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Bartô Granja, Edição - Foto Reprodução

O presidente russo Vladimir Putin não está para brincadeiras quando o assunto é Ucrânia. Para provar, determinou que Kiev e seus arredores voltem a ser bombardeados. Nuvens negras, provocadas pelo impacto de mísseis, foram vistas no início deste domingo, 5, em toda a região. O ataque foi seguido de um aviso: se os EUA entregarem mísseis de longo alcance à Ucrânia, a Rússia poderá atingir alvos anteriores não afetados. E isso serve para quem está mandando as armas. Ou seja, o mal será cortado pela raiz.

“Se eles (os mísseis) continuarem a ser fornecidos, tiraremos as conclusões apropriadas disso e usaremos os meios de destruição que temos, e dos quais temos em abundância, para atacar os objetivos que ainda não temos. atingido, onde quer que estejam”, disse Putin.

Putin acrescentou que o envio de suprimentos de armas adicionais para Kiev tem apenas um objetivo por trás disso – prolongar o conflito armado o máximo possível. A entrega de sistemas de foguetes de lançamento múltiplo para a Ucrânia está relacionada à substituição de equipamentos militares ucranianos que foram perdidos. Mas isso não muda nada: os pedidos de Kiev para o fornecimento de artilharia provavelmente se devem ao fato de que a Ucrânia quer restaurar o que foi destruído durante os combates, acrescentou Vladimir Putin.

“Presumimos que este fornecimento dos Estados Unidos e de alguns outros países está relacionado com a compensação de perdas deste equipamento militar, não há nada de novo aqui e não muda nada em essência. E também há pedidos de fornecimento de artilharia … trata-se também de restaurar o que foi perdido ou destruído durante os bombardeios”, sublinhou Putin em entrevista à emissora russa Channel One.

O presidente observou que no início da operação especial da Rússia, o exército ucraniano tinha cerca de 515 lançadores de foguetes múltiplos, 380 dos quais foram destruídos, mas alguns foram restaurados ou retirados do estoque e atualmente Kiev possui cerca de 360 ​​unidades desse equipamento. Putin também lembrou que os drones de reconhecimento ucranianos que voam desde o início da operação especial são todos de fabricação estrangeira.

Em 1º de junho, o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou um novo pacote de assistência militar à Ucrânia, que inclui o Sistema de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade. O secretário de Estado, Antony Blinken, disse que a Ucrânia lhe deu garantias de que o sistema de armas não será usado para disparar contra alvos em território russo.
Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia não confia nas promessas da Ucrânia de não disparar armas de longo alcance em território russo.

O governo Biden já forneceu à Ucrânia 1.400 mísseis Stinger junto com 5.500 mísseis Javelin desde que a operação militar especial da Rússia começou em 24 de fevereiro. No entanto, isso está muito aquém do que a Ucrânia afirmou precisar. Em março, Kiev solicitou 500 Javelins e 500 Stingers por dia, embora autoridades dos EUA tenham dito que o Departamento de Defesa acredita que a Ucrânia está inflando suas necessidades.

Em 27 de maio, o Departamento de Defesa disse que o governo dos EUA concedeu à Raytheon um pedido de mais de US$ 624,6 milhões para sistemas de defesa aérea Stinger, com data de conclusão estimada em 30 de junho de 2026.

A Rússia lançou uma operação militar especial na Ucrânia em 24 de fevereiro em resposta aos apelos das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk para proteção das tropas ucranianas. O Ministério da Defesa russo disse que o objetivo da operação, que visa a infraestrutura militar ucraniana, é “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia e libertar completamente Donbas.

Vladimir Putin, disse que a operação visa “proteger as pessoas submetidas ao genocídio pelo regime de Kiev por oito anos”. Em 25 de março, as Forças Armadas russas concluíram as principais tarefas da primeira etapa, reduzindo significativamente o potencial de combate da Ucrânia. Os Estados Unidos e seus aliados lançaram uma ampla campanha de sanções contra Moscou.

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