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Brasil

Quem despreza o ambiente faz pouco caso da vacina

Bartô Granja, Edição

Passado o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, a divisão Insights da multinacional Kantar apresenta dados que indicam uma relação desse tema com a vacinação. Consumidores menos preocupados com questões ambientais são também os menos dispostos a tomar a vacina contra o novo coronavírus, segundo dados do recém-lançado Relatório Global Barômetro Covid-19, que aponta mudanças no comportamento diante da pandemia.

Em seus estudos sobre sustentabilidade, a Kantar divide os entrevistados em quatro categorias: Believers, que reconhecem a importância do assunto e tomam pequenas ações; Actives, que trabalham constantemente para reduzir seus níveis de resíduos; Considerers, que tomam ações para reduzir seu impacto ambiental, mas com menor frequência; e Dismissers, que possuem pouco ou nenhum interesse nos desafios ambientais que o mundo enfrenta e que não fazem nada para melhorar.

Segundo dados do Barômetro, os Eco Believers são os mais dispostos a tomar a vacina (50% se disseram totalmente dispostos) e os Eco Dismissers os menos, com 11% declarando que não tomariam a vacina em hipótese alguma. Os Eco Actives aparecem logo atrás dos Believers, com 49% declarando quererem se imunizar, seguidos dos Considers, dos quais 41% demonstram a vontade. Os Eco Dismissers dispostos a se imunizar somam 35% desse grupo e 14% deles mundialmente consideram ainda que a ameaça da Covid-19 é exagerada, contra 11% do total de entrevistados.

O estudo mostra ainda que a opinião das pessoas sobre questões ambientais mudou em consequência da pandemia. Na Coreia do Sul, 51% afirmam que o cuidado com o meio ambiente nunca foi tão crucial quanto agora, e na China 49% das pessoas têm essa preocupação. Mundialmente esse percentual é de 23%.

Isso provavelmente deve-se à notável diminuição de partículas PM2,5 (elemento da poluição atmosférica) em grandes cidades durante períodos de lockdown em 2020, de acordo com a Bloomberg. Em Nova Délhi foi da ordem de 60%, enquanto Seul registrou 54%, Wuhan 44%, São Paulo 32%, Los Angeles 31% e Nova York 25%.

 

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