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Corrida ao Buriti

Rafael, pré-candidato, entra no jogo sem estribeiras

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Marta Nobre - Chefe de Redação/Foto Reprodução das Redes Sociais

A campanha eleitoral nem começou e Rafael Parente (não confundir com seu prudente homônimo deputado distrital) já está perdendo as estribeiras. Lançado pré-candidato ao Palácio do Buriti pelo ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), o ex-colaborador direto de Ibaneis Rocha, que agora quer ocupar a cadeira do então chefe, trilha um caminho perigoso, ao afastar – a ponto de bloquear em redes sociais – quem se propõe a trocar ideias sobre o cenário político brasiliense.

O caso mais recente foi neste final de semana. O ex-secretário de Educação, que teve uma passagem meteórica no governo, decidiu, do nada, virar desafeto do defensor público Kleber Melo, figura respeitada e admirada como um dos grandes articuladores políticos de Brasília. O primeiro episódio foi no sábado, quando Kleber alertou para os riscos de uma mexida prematura no tabuleiro do xadrez político. Rafael não digeriu o comentário e reagiu com rispidez.

Em conversa pelo Twitter que vazou para o WhatsApp e circula pelas redes sociais, disse Rafael a Kleber, sem papas na língua:

Você veio à minha casa me conhecer. Eu me apresentei. Falei da minha história, da minha família, do meu pai. Disse que havia decidido entrar na política partidária porque precisava fazer alguma coisa com a indignação que sentia. Disse que não toparia fazer absolutamente nada que não fosse legal. E você disse que isso não seria possível na política. Eu não concordei. E a nossa conversa parou por ali. Nunca mais trocamos uma palavra. Não entendo esse ódio em relação a mim. Não mesmo. E te digo novamente. Não é para jogo baixo que eu decidi ir para a política partidária. Não vou me rebaixar.

O fato de Rafael Parente falar sem rodeios, sem medir eventuais consequências, não poderia deixar de provocar resposta da parte do seu mais novo desafeto. E Kleber Melo assim escreveu:

Obrigado pelo texto. Apenas demonstra que não se desvencilhou dos erros cometidos à frente da Secretaria de Educação. Não foram poucos. O que disse sobre fazer política integralmente dentro da legalidade, me referi exatamente aos seus atos de campanha que são proibidos. Não foram poucas as vezes que atos de campanha culminaram na exclusão de pré-candidatos. Não te ataquei pessoalmente. Não faria isso. Mas é bom que Brasília saiba que você esteve lado a lado de Ibaneis, assim como outros que o aplaudiram aqui no grupo.

O defensor público, porém, não parou por aí. E pontuou:

É exatamente essa sua maneira de fazer política que discordo. Que muda de camisa ao sabor do vento. Que pretende ocupar o poder pelo poder, e não para fazer algo diferente. Você à frente da Secretaria da Educação fez o feijão com arroz de sempre. Não fez revolução. Não dialogou com os professores (reclamação recorrente). Não votar em você jamais significa ódio. Pelo contrário, você me parece ser uma pessoa muito boa, mas isso não te faz estar preparado para ocupar o GDF, assim como você não estava quando foi assessor do Ibaneis.

Dito isso, Rafael Parente bloqueou Kleber Melo, que teve, contudo, tranquilidade para um desabafo nos seguintes termos: O mero fato de me bloquear demonstra o quanto você está despreparado. Até porque o debate que levantei no Twitter foi meramente de ideias e de história. A sua precisa mudar.

Lembrando o que foi dito acima, a campanha sequer começou. Mas a tendência é a de que o parquinho onde está montado o tabuleiro de xadrez, pegue fogo. Quanto a Rafael Parente interpretar erroneamente o que ouviu sobre fazer política limpa, transporta para o governo do seu padrinho Rollemberg, quando dia sim e outro também, surgiam denúncias de suposta corrupção.

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