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Redes sociais derrotam pesquisas nas eleições

Kleber Ferriche, especial para Notibras

As eleições de 2018 vão deixar como legado a consagração das redes sociais e a desmoralização das pesquisas de intenção de voto. Definitivamente. As duas teorias passaram para a prática: a primeira como uma importante ferramenta de comunicação e a segunda como um instrumento de manipulação sem qualquer credibilidade.

Duas campanhas foram exemplos de como os smarthphones podem, sim, afinal, suplantar os canais off-line – TV e emissoras de rádio – na eficácia com os eleitores: no Distrito Federal e no Brasil. É o caso em Brasília do General Paulo Chagas, que surpreendeu ao ultrapassar conhecidos políticos tradicionais, com estruturas robustas de campanha, utilizando apenas as redes sociais.

Sem tempo de televisão e rádio, sem financiamento público ou privado, sem materiais, sem força partidária (seu PRP, um minúsculo partido), apenas utilizando as redes sociais, o militar surpreendeu ao conquistar mais de 110 mil votos, à frente de ex-parlamentares conhecidos como a ex-deputada distrital Eliana Pedrosa (Pros) e sua coligação com mais outros cinco partidos. Ficou ainda mais à frente do deputado federal Alberto Fraga (DEM), o coronel PM da Bancada da Bala no Congresso Nacional, dono de mais de 500 mil votos quando candidato ao Senado, que tinha ainda o apoio do ex-governador Arruda, além outros três partidos com capilaridade em todas as camadas sociais.

Pela primeira vez os entusiastas da internet obtiveram êxito. E a razão. O fundamento é estatístico. O Brasil tem mais de uma linha de celular por habitante, tem um contingente de usuários do Facebook, Instagram, Twitter, como um dos maiores do mundo, disseminados hoje nas classes mais populares.

Há quatro anos aconteceu uma substituição por aparelhos do tipo smarth que atinge a maioria. O DF é líder nacional em quaisquer estatísticas per capita de frequentadores da web. De forma idêntica Bolsonaro enfrentou a sua campanha. Quanto aos institutos de pesquisa, ficou patente a irresponsabilidade, o poder dos grandes grupos de comunicação, a incompetência das instâncias eleitorais em regulamentar o setor.

O General Paulo Chagas foi impedido de participar de debates, recebeu restrição em coberturas das emissoras de TV e rádio, meramente pelos resultados fantasiosos que os institutos contratados por elas apresentavam.

A realidade das urnas revela a fraude. Essa anomalia deveria ser enquadrada como crime eleitoral. Assunto a ser verificado pelo eventual próximo governo de Jair Bolsonaro e sua maioria no Congresso e Senado. As duas casas agora submetidas a uma assepsia que está apenas no início.

Globo, Record, Band e SBT impediram o exercício democrático de apresentar o General como mais uma opção ao eleitorado. Ainda que tivesse mais de 7% dos votos e a quarta colocação, os institutos contratados apontavam ora 2,5, ora 3% dos votos. Uma atitude perversa. Agora, ao que tudo faz crer, vão ter que engolir Bolsonaro, que vai rever as audiências de veículos tradicionais, como os personagens da velha política, inclusive no Distrito Federal, onde portais de notícias, como Notibras – pioneiro – e Metrópoles, ultrapassaram os antigos donos da casa em número e gênero de leitores. Hábitos antigos, novas sentenças.

A consequência dessa prática foi tirar a oportunidade do eleitor conhecer melhor suas opções e esconder a possibilidade de alguém governar o Distrito Federal que não pertencesse aos grupos de presos e condenados. Triste a opção de Globo, Record, Band e SBT e suas afiliadas.

A Record parece que acordou com o efeito Bolsonaro e as práticas de urinação e defecação na porta de seus templos, praticadas por militantes da esquerda, mulheres peladas de cócoras. Nem o Paraíso viu tamanha performance sensual. Nem a maçã.

Bolsonaro foi massacrado em entrevistas tresloucadas de famosos jornalistas que tinham a missão partidária de descredenciá-lo e enfrentou a milícia. E venceu. Metade da população brasileira não quer ouvir falar de PT do presidiário Lula, da Venezuela do caminhoneiro Maduro, de Cuba da família Castro, da Guiné Equatorial de Teodoro Obiang Nguema – o cara dos relógios apreendidos – da Bolívia de Evo Morales – que ganhou de presente uma usina da Petrobras de Lula, de gasolina e gás – , da China que o gênio Lula elegeu como parceira do famigerado BRICS, o Zimbábue do também ditador Robert Mugabe, o Congo do decano autoritarista Denis Nguesso.

Somados a esses regimes estão nossos institutos de pesquisa e emissoras de TV aberta, ao que parece, defensoras dessa prática, pouco democrática, nada republicana, ilusionista e totalmente irresponsável. E cantam a vitória pela enganação promovida. Esses delitos são os que mais prejudicam a sociedade brasileira. Enquanto Haddad prega a consolidação da ditadura comunista exemplar da Venezuela, Bolsonaro insiste em um governo suprapartidário. Mas as pesquisas vão persistir, bem pagas, em omitir a realidade indesejada pelos patrões. Para elas as horas também estão contadas. Sejam bem-vindas as redes sociais.

Outros “erros” escandalosos dos institutos de pesquisas foram verificados no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, grandes colégios eleitorais. Deu zebra. Mais de 80% do Senado foram renovados e mais de 50% da Câmara também. Não adiantou repetir a mentira mil vezes porque a verdade surgiu outra, embora tenha prejudicado muitos nomes. As pesquisas só servem mesmo para a iniciativa privada onde o patrão paga para saber a verdade. E não ao contrário.

Esse ano de 2018 deve ser celebrado como o enterro dos institutos de pesquisas suspeitas. E o nascimento de um novo canal: a internet.

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