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Reforma no alto escalão e troca comando da Polícia Militar
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O Governo do Distrito Federal (GDF) oficializou, nesta quarta-feira (1º), uma série de mudanças estratégicas em sua estrutura administrativa. A alteração de maior impacto ocorre no comando-geral da Polícia Militar, com a saída da coronel Ana Paula Barros Habka. A oficial deixa o posto máximo da corporação após completar um ciclo de 32 anos de serviços prestados à segurança pública da capital, seguindo agora para a reserva remunerada.
A substituição na PMDF já foi definida e publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). O novo comandante-geral será o coronel Rômulo Flávio Mendonça Palhares. Até então, Palhares desempenhava a função de chefe do Estado-Maior do comando-geral, o que indica uma transição interna baseada na continuidade da gestão técnica da tropa.
O novo comandante possui um currículo extenso dentro da instituição, onde ingressou em 1995. Ao longo de quase três décadas, o coronel Palhares acumulou experiência em diversas frentes de trabalho, transitando por funções operacionais de rua, cargos estratégicos de planejamento e unidades de inteligência, fundamentais para o combate ao crime organizado no DF.
Embora o governo não tenha confirmado oficialmente motivações políticas para as trocas, o calendário coincide com o prazo de desincompatibilização eleitoral. Esta data limite exige que ocupantes de cargos de confiança no Poder Executivo deixem suas funções caso pretendam disputar as próximas eleições, garantindo que não haja uso da máquina pública em benefício de candidaturas.
Além da Polícia Militar, a reforma administrativa atingiu secretarias e órgãos importantes. José Humberto Pires de Araújo deixou a Secretaria de Governo, uma das pastas mais influentes do Palácio do Buriti. No setor ambiental, Roney Nemer foi exonerado da presidência do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), somando-se à lista de baixas no primeiro escalão.
As administrações regionais também foram foco das mudanças publicadas nesta quarta-feira. Gestores de cidades populosas, como Renato Andrade dos Santos (Taguatinga) e Dilson Resende de Almeida (Ceilândia), foram desligados. As trocas alcançaram ainda o Recanto das Emas, o Lago Norte e o Riacho Fundo II, cujos administradores Carlos Dalvan, Marcelo Ferreira e Ana Maria da Silva também deixaram os cargos.
A movimentação desta semana é um desdobramento de outras saídas anunciadas na última segunda-feira (30). Na ocasião, cinco secretários de Estado entregaram seus postos, incluindo Ana Paula Marra (Desenvolvimento Social), Rodrigo Delmasso (Família), Christianno Araújo (Turismo), André Kubitschek (Juventude) e Gilvam Maximo (Secretaria do Consumidor).
Até o momento, os nomes dos substitutos para a maioria dessas secretarias e administrações regionais não foram revelados. O governo optou por um processo de escolha criterioso, mantendo as pastas sob gestão interina ou aguardando definições políticas para as nomeações definitivas nas próximas edições do Diário Oficial.
A assessoria da governadora Celina Leão informou que a chefe do Executivo conduz essas avaliações com cautela. Segundo a nota oficial, a prioridade da governadora é assegurar que a continuidade dos serviços públicos e o andamento das obras e projetos nas secretarias não sofram interrupções durante o período de transição.
As mudanças no GDF devem seguir de forma gradual nos próximos dias. A gestão estadual reforçou que a imprensa será comunicada oficialmente à medida que as novas chefias forem definidas, buscando manter a estabilidade administrativa e política diante do novo cenário que se desenha para o restante do mandato.