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Brasília

Reitor chama os manifestantes da UnB de grupo de fascistas



Estudantes e servidores contrários à invasão da reitoria da Universidade de Brasília realizaram na manhã desta segunda-feira (9) uma manifestação musical a favor da democracia e contra ações violentas dentro da instituição.

O encontro foi organizado via redes sociais, depois que o professor Roberto Ellery questionou a postura do grupo que ocupa o prédio desde a tarde de quinta para pedir o arquivamento do processo administrativo contra os oitos alunos que foram identificados por pular as catracas do restaurante universitário, em quatro ocasiões, e liberar a entrada de outros estudantes, gerando um prejuízo estimado em R$ 29 mil.

A invasão ocorreu por volta das 16h de quinta, depois da reunião com Conselho de Administração, que decidiu responsabilizar os alunos pelo “catracaço” e por depredações ocorridas em festas no campus. Insatisfeitos com o resultado do encontro, cerca de 60 estudantes ocuparam o prédio e bloquearam a entrada com cadeiras.

Identificando-se como ligados a cursos de humanas e usando máscaras, eles também picharam e tamparam as câmeras de segurança com papéis, virando os equipamentos na direção da parede. Várias faixas foram espalhadas pelo local, indicando que o grupo pretende não liberar o acesso.

O reitor, Ivan Camargo, disse que foi “extremamente hostilizado” pelo grupo no dia. Ele conta que tentou conversar com os estudantes, como solicitado por eles, mas que foi “absolutamente agredido verbalmente” durante a tentativa de negociação. Segundo Camargo, o grupo entrou na sala dele e quebrou várias portas.

“Não há apoio nenhum, ninguém apoia isso. Meia dúzia de encapuzados fascistas tentando tomar conta da universidade. Estamos em uma posição muito tranquila de resistência. A gente precisa se opor, mas a gente não pode se opor usando as armas deles, que são a violência. A gente não quer a presença de polícia. A gente quer usar música. A gente precisa de arte, cultura, academia e ciência”, disse o reitor.

Sem se identificar, um dos manifestantes classificou a falar de Camargo como “ridícula”. “Essa é realmente a visão dele dos alunos de classe media baixa dessa universidade.”

Outra jovem disse que a ocupação ocorre em resposta à decisão de culpar os oitos estudantes envolvidos no catracaço. “É uma perseguição porque tem galera que nem está aqui”, disse.

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