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Azul...

Rodrigo Santoro infinito

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Autor/Imagem:
Gilberto Motta - Foto Tasso Scherer

Não me considero um crítico especializado em cinema. Sou um cinéfilo.

Safra excelente de filmes brasileiros ao longo de 2025/2026.

Assisti a vários – e sobre alguns já publicamos as minhas impressões aqui no Café -.

Ontem vi na Netflix: “Infinito Azul”. Não entrarei em detalhes técnicos, pois está tudo na plataforma; basta pesquisar. Destaco que é uma aula de cinema de Rodrigo Santoro enquanto atuação, construção de um personagem e entrega ao projeto.

INFINITO AZUL:- interessante enquanto temática e tema atualíssimo: a velhice e o preconceito. Atores ótimos. Achei fraco em roteiro, direção insegura e o que valoriza a narrativa é a mudança de foco para a relação do barqueiro com a mulher que foge da Colônia de velhos.

Rodrigo Santoro irrepreensível.

Vi um filme que se cortássemos uns 30 minutos iniciais, seria um clássico em curta-metragem.

Típico exemplo de um bom argumento “arruinado” pelo roteiro travado, diálogos cifrados, pobres, que passam insegurança e equívoco na forma de narrar.

Veja bem, são apenas impressões. Talvez eu esperasse bem mais, porém destaco a importância da obra e deixo de lado as minhas subjetividades enquanto plateia. Assumo que gostei.

Incoerência crítica?

Nada. Gostei, mas apenas eu não contaria a história desta forma.

Afinal, este não é o maior desafio de quem se mete a contar histórias?

O Azul é mesmo infinito.

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* Foto litoral SC – Tasso Scherer.
** Gilberto Motta, Guarda do Embaú SC, onde não tem salas de cinema, mas a gente vai virando com o bom sinal da internet.

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