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Rollemberg aguarda um milagre para continuar no Buriti

Foto/Arquivo Notibras
Marc Arnoldi

Uma semana após o domingo eleitoral mais surpreendente da história, a poeira baixa aos poucos, o chão mostra alguns feridos, quiçá alguns mortos. Pelo menos politicamente. Grandes nomes do cenário brasiliense tiveram resultados muito aquém do esperado.

Tadeu Filippelli não conseguiu colar ao candidato-foguete ao Buriti de seu MDB, e amarga uma dura queda de votos. Alberto Fraga que parecia poder surfar na onda Bolsonaro, seu amigo pessoal, obteve para o Governo pouco mais da metade da votação para Federal em 2014. Por outro lado, permite ao menos ao DEM de não perder a vaga na bancada graças ao também surpreendente Luis Miranda.

Eliana Pedrosa faz coro à família Roriz: saudade e carinho, sim, votos nem tanto. Rogério Rosso, apesar de não aceder ao segundo turno, conseguiu mostrar força eleitoral em Ceilândia e Samambaia, mas não o suficiente para fazer seu sucessor, Renato Santana.

A renovação na Câmara Legislativa também deixou de fora alguns nomes importantes, mesmo se não há grandes surpresas nos eliminados. A campanha foi dura, algumas tendências se mostravam logo. Iolando teve sua revanche contra Juarezão, Fernando Fernandes bateu o Guarda Jânio, Luzia de Paula, Sandra Faraj ou Lira já estavam na lista dos “em perigo” em agosto. Martins Machado consolida o PRB, na linha sucessora de Evandro Garla e Julio Cesar, este último permitindo à bancada federal crescer mais uma vez.

O sistema eleitoral de votação por partido/coligações, de quocientes e de maiores médias ainda continua a criar distorções, qualificadas de injustiças por quem recebeu 13 mil votos e não entrou, enquanto tem gente com a metade desses votos que prepara o terno de posse. Algumas bancas advocatícias criam esperanças para seus clientes com uma eventual redefinição do artigo 109, o que parece improvável uma vez o jogo jogado.

O entendimento do TSE sobre o direito aos partidos que não atingiram o quociente eleitoral a participar da distribuição das vagas remanescentes parece firme, e ele é fruto de um acordo no Congresso Nacional quando se decretou o fim das coligações partidárias para 2020, e a cláusula de barreira para o dinheiro do Fundo partidário e do tempo de exposição na TV.

Rodrigo Rollemberg pode sair relativamente satisfeito do primeiro turno. Elegeu Leila do Vôlei para o Senado, organizando assim sua sucessão já que uma das vagas em jogo era dele mesmo em 2010, e se qualificou para a etapa final, o que as pesquisas nunca confirmaram nem durante a campanha, nem nos últimos dias. Na verdade, foi o crescimento final de Ibaneis que levou o atual governador ao segundo turno.

Avançando sobre o eleitorado de Eliana, Fraga e Rosso, o ex-presidente da OAB-DF não conseguiu diminuir as intenções do voto de Rollemberg, que resguardou seu reduto das Asa Norte e Sul.

Novo turno, nova eleição, nova campanha, costuma-se dizer no meio político. Mas a diferença entre os candidatos nas urnas de 7 de outubro fez da tarefa socialista um trabalho de Hércules. Ou mesmo todos os 12. E as pesquisas da primeira semana de nova campanha não deixam de confirmar a amplitude da desvantagem: 75 a 25.

Para reverter, não se trata nem mais de ter sorte e competência. Será preciso um milagre. E dos grandes.

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