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Putin convoca reservistas

Rússia entra em prontidão para nova fase da guerra na Ucrânia

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Bartô Granja, Edição - Foto Reprodução

O presidente russo, Vladimir Putin, assinou nesta quarta-feira (21) um decreto sobre mobilização parcial no país. Os reservistas das Forças Armadas foram convocados para entrar em ação. A decisão foi tomada paralelamente à realização de referendos nas três regiões ucramnianas tomadas pelos russos no atual conflito entre os dois países.

“Nesta situação, considero necessário tomar as seguintes decisões, totalmente adequadas às ameaças que enfrentamos: proteger nossa pátria, sua soberania e integridade territorial, garantir a segurança de nosso povo e do povo nos territórios libertados, considero necessário apoiar a proposta do Ministério da Defesa e do Estado-Maior de conduzir uma mobilização parcial na Federação Russa”, disse Putin em transmissão pela TV estatal.

Putin enfatizou que as medidas de mobilização terão início imediato. Ele salientou que apenas os reservistas estarão sujeitos ao recrutamento – primeiro, aqueles que tenham experiência relevante e profissões militares.

O presidente pontuou que quem voltar ao exército durante a mobilização terá o o status e as garantias sociais dos militares da ativa. Ao mesmo tempo, o Kremlin observou que os contratos de serviço militar serão estendidos até o final da mobilização.

Em seu discurso à nação, o presidente Putin explicou anteriormente a situação em relação à operação militar especial na Ucrânia. Ele enfatizou que o principal objetivo continua sendo a libertação do Donbass. Ele disse que a Rússia apoiará o resultado dos referendos, que ocorrerão nas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, nas regiões de Kherson e Zaporozhye.

“Os parlamentos das repúblicas populares de Donbass, bem como as administrações militares-civis das regiões de Kherson e Zaporozhye, decidiram realizar referendos sobre o futuro desses territórios e se dirigiram a nós, Rússia, com um pedido para apoiar tal um passo. Ressalto que tudo faremos para proporcionar condições seguras para a realização de referendos para que as pessoas possam expressar sua vontade”, acrescentou.

Putin enfatizou que as pessoas em Donetsk e Lugansk, “assim como nos territórios libertados da Ucrânia, não querem ser oprimidas pelo regime neonazista ucraniano, pois testemunharam atrocidades das tropas de Kiev”.

Putin afirmou ainda que o atual conflito foi instigado pelo Ocidente, observando que os países ocidentais buscam a destruição e desintegração da Rússia. Ele disse que o Ocidente tem apoiado terroristas internacionais, promovido a infraestrutura da ofensiva da Otan perto das fronteiras da Rússia e fomentado a russofobia.

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