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Mundo

‘Sai da frente, Trump; vamos socorrer Maduro’

Bartô Granja, Edição

Uma agência de notícias iraniana, próxima à Guarda Revolucionária, afirmou neste sábado (16) que haverá consequências se os Estados Unidos (EUA) agirem “como piratas” contra uma remessa de combustível do Irã à Venezuela.

Um oficial da administração de Donald Trump afirmou à Reuters, na quinta-feira (14), que os EUA avaliam medidas em resposta à remessa de combustível do Irã à Venezuela.

Os setores de óleo de Irã e da Venezuela, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), estão sob sanções dos EUA. O oficial da administração Trump se recusou a especificar as medidas que estão sendo consideradas, mas afirmou que as opções serão apresentadas a Trump.

“Se os Estados Unidos, como piratas, tentarem criar insegurança em águas internacionais, estarão correndo um perigoso risco e isso certamente não aconteceria sem repercussões”, afirmou a agência de notícias iraniana Nour.

Pelo menos um navio petroleiro carregando combustível foi abastecido em um porto iraniano e zarpou para a Venezuela, segundo dados da Refinitiv, que monitora navios, na quarta-feira (13), o que pode ajudar a aliviar uma aguda falta de gasolina no país.

“Venezuela e Irã são países independentes que tiveram e continuarão a ter relações comerciais”, afirmou o porta-voz do governo iraniano Ali Rabiei, segundo o site de notícias YJC, associado à emissora estatal do Irã.

“Vendemos e compramos bens. Essa troca não tem nada a ver com mais ninguém. Temos que vender nosso óleo e temos maneiras de fazê-lo”, disse Rabiei.

Um analista iraniano sugeriu que o Irã pode retaliar contra navios norte-americanos no Golfo se os EUA agirem contra o petroleiro iraniano.

“Antes de tomar qualquer decisão, Trump deverá perguntar ao seu amigo (o primeiro-ministro britânico) Boris Johnson sobre detalhes da experiência do petroleiro britânico”, disse.

O Irã confiscou um petroleiro britânico no Golfo no ano passado, após forças britânicas deterem um petroleiro iraniano nos arredores de Gibraltar. Os dois navios foram liberados após impasse que durou meses.

O navio Clavel, de bandeira iraniana, passou pelo Canal de Suez na quarta-feira, após ser carregado com combustível no fim de março, no porto iraniano de Bandar Abbas, segundo os dados.

“Informações recebidas de fontes com conhecimento do assunto indicam que a Marinha dos EUA enviou quatro navios de guerra e um Boeing P-8 Poseidon do esquadrão VP-26 para a região do Caribe”, disse a agência Nour.

A Venezuela precisa de gasolina e outros combustíveis refinados para manter o país funcionando, em meio a um colapso econômico sob comando do presidente Nicolás Maduro. A Venezuela produz óleo bruto, mas sua infraestrutura foi abalada durante a crise econômica.

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